Imagem: Criança com agulhas em São Pedro da Cipa
Criança mora com a avó- Foto: Juarez Soares / TV CIDADE RECORD

São Pedro da Cipa, um município pequeno de apenas 5 mil habitantes, mas que há três anos ficou nacionalmente conhecida por um caso chocante. Um bebê de apenas três meses que teve cinco agulhas enfiadas no corpo em um suposto ritual de magia negra.
O fato ficou ainda mais assustador quando os pais da pequena recém-nascida foram indiciados como partícipes do crime.

Agora, três anos depois do crime, o Portal AGORA MATO GROSSO, visitou a menina para ver como ela está. Por orientação judicial o nome dela não será divulgado e nem a foto.
A pequena mora com a avó materna que cuida dela desde o ocorrido, quando ficou 59 dias internada na UTI da Santa Casa de Rondonópolis.

Imagem: Ronilda dos Santos vó da criança com agulhas em São Pedro da Cipa
Ronilda dos Santos- Foto: Juarez Soares / TV CIDADE RECORD

Ronilda dos Santos tem a guarda provisória da menor e conta que por um milagre a menina não teve nenhuma sequela, brinca normalmente, vai à creche e até canta na igreja. Ela contou também que como três agulhas ainda ficaram no corpo, a neta faz acompanhamento com um pediatra e uma neurologista, já que algumas agulhas foram enfiadas na cabeça.
“Ela é um milagre, uma criança que Deus restaurou e alegra minha vida. Não desgrudo dela um minuto, estou sempre de olho para que nada aconteça. ” Disse a avó.

Sobre o acontecido há três anos, a avó conta que nunca soube de fato como tudo aconteceu e que quando toca no assunto, a filha dela, que tinha 17 anos na época, começa a chorar.

Ela contou também que a mãe da criança, que hoje tem 20 anos, visita a menina na casa da avó, mas que mora em outra casa no mesmo município com o filho mais velho de cinco anos.

OS ENVOLVIDOS

Na época, cinco pessoas foram responsabilizadas pelos atos praticados contra a menina, entre elas os pais. Todos os envolvidos nesse caso chocante já estão soltos. A mãe na época chegou a ficar internada em um Centro Socioeducativo em Cuiabá. O pai chegou a ser preso na Penitenciaria da Mata Grande, mas também já está solto e tem outra família.

Citada como a responsável pelo ritual, Iraci Queiroz dos Santos, 42 anos, conhecida como “Baiana” também está solta e mora no mesmo município. A filha e o genro dela também foram indiciados.

RELEMBRE DETALHES DO CASO

Na época, a mãe afirmou que desde que estava grávida vinha sofrendo pressão para entregar a criança à mulher conhecida como ‘Baiana’ para que ela fizesse o ritual e que com isso iria ganhar R$250. Com detalhes, ela afirmou que a sessão aconteceu na casa da filha da Baiana, Debora Queiroz, 20 anos, que estava grávida e também foi presa.

Segundo ela, no local tinham quatro velas brancas e uma vermelha e que eles deram um líquido amarelo para que a mãe bebesse e dormisse durante o ritual. Quando acordou, foi para casa com o bebê e o pai, Wellinton de Jesus Costa, 28 anos, que teria acompanhado todo o ritual, ela acreditou que nada tinha sido feito, já que a menina estava viva.

Em casa, a criança que já estaria com as agulhas no corpo, não parava de chorar e por isso o casal resolveu levá-la até o Pronto Atendimento onde foi atendida e o Conselho Tutelar acionado.

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