16 de janeiro de 2021
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    CoronaVac entra em fase final de desenvolvimento

    O secretário de saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou nesta segunda-feira (23) que o Instituto Butantan entrou na fase final do desenvolvimento da vacina CoronaVac, realizada em parceria com o laboratório chinês Sinovac, após atingir o número mínimo esperado de infectados pela covid-19 na fase 3 do estudo clínico.

    “Hoje é um dia de boas notícias para nossa vacina. O estudo clínico estava muito próximo de chegar ao número mínimo de pessoas com covid-19 para permitir sua abertura. Esse número de 61 (entre 13 mil voluntários) aconteceu na semana passada. Autorizamos a abertura do estudo clínico, estamos com 74 casos de covid-19. A análise dos casos já se iniciou”, afirmou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan. Esse número permite medir a eficácia da vacina.

    Agora, será necessário saber se os 74 casos de covid-19 apareceram no grupo que tomou a vacina ou o placebo. Dimas Covas disse ainda que a previsão é de que o resultado da primeira análise saia na primeira quinzena de dezembro e seja enviada ao Comitê Internacional que controla o estudo.
    Após a divulgação dos resultados, os dados serão enviados à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância) e ao órgão que controla vacinas na China. “Na primeira semana de dezembro, teremos os resultados dessas análises que serão remetidas ao Comitê Internacional, controlador do estudo, que deverá validar esses resultados e produzir o relatório que será encaminhado à nossa Anvisa e, ao mesmo tempo, à Anvisa da China”, afirmou o diretor do Butantan.

    “A partir desse momento, ficamos aguardando. Isso deve ocorrer na primeira quinzena de dezembro. Ficamos aguardando a manifestação da Anvisa. Eventualmente, pode acontecer de uma Anvisa ser mais ágil do que a outra, ser mais rápida na avaliação e poderemos aí ter a aprovação da China ou do Brasil ainda no mês de dezembro.”

    A expectativa, segundo ele, é que em janeiro a Anvisa tenha aprovado a CoronaVac. A previsão é que 46 milhões de doses estejam disponíveis no Brasil até janeiro de 2021.
    Segundo Dimas Covas, São Paulo deverá aguardar a definição de critérios para distribuição da CoronaVac. “Minha percepção pessoal é que ela deva ser aplicada primeiramente a pessoas que tenham comorbidades, pessoas com mais idade, profissionais da saúde e grupos prioritários”, afirmou o médico. Gorinchteyn disse ainda que a distribuição e aplicação da vacina deverão seguir os mesmos ritos da vacina da gripe em relação aos grupos prioritários.

    Os testes no Brasil estão sendo coordenados desde julho pelo Butantan em 16 centros de pesquisa científica espalhados em sete estados brasileiros e no Distrito Federal. Na última semana, o primeiro lote com 120 mil doses chegou a São Paulo.

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