13 de fevereiro de 2021
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    COVID-19

    Vacina de Oxford terá testes em crianças e adolescentes

    Estudo vai analisar resposta imune entre 6 e 17 anos de idade; previsão é que testes comecem ainda este mês no Reino Unido

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    O teste vai avaliar se crianças e jovens entre 6 e 17 anos apresentam uma boa resposta imunológica com a vacina – Foto Divulgação

    A vacina de Oxford, que está sendo aplicada no Brasil contra a covid-19, será submetida a testes em crianças e adolescentes, conforme anunciou neste sábado (13) a Universidade de Oxford, no Reino Unido, que desenvolveu o imunizante junto à farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca. A vacina será produzida no país pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro.

    Trata-se do primeiro estudo da vacina nessa faixa etária. A CoronaVac, a Janssen e Pfizer já anunciaram que também estão com testes em andamento nesses grupos. A previsão é que os testes tenham início ainda neste mês.

    O teste vai avaliar se crianças e jovens entre 6 e 17 anos apresentam uma boa resposta imunológica com o vacina ChAdOx1 nCoV-19, como é chamada. Esse estudo clínico de fase 2 vai recrutar 300 voluntários – ao todo são 3 fases. Ao menos 240 vão receber a vacina, enquanto o restante, que será o grupo de controle, vai tomar a vacina contra meningite, que é segura em crianças e espera-se que se produza reações semelhantes, como dor no local da aplicação.

    “Embora a maioria das crianças não seja relativamente afetada pelo coronavírus e provavelmente não adoeça com a infecção, é importante estabelecer a segurança e a resposta imunológica à vacina em crianças e jovens, pois alguns deles podem se beneficiar com a imunização. Esses novos testes ampliarão nossa compreensão do controle do SARS-CoV2 para grupos dessas idades”, afirmou Andrew Pollard, professor de Infecção Pediátrica e Imunidade da Universidade de Oxford e principal autor do estudo, por meio de nota.

    “A pandemia teve um impacto negativo profundo na educação, desenvolvimento social e bem-estar emocional de crianças e adolescentes, além de doenças e apresentações raras de doenças graves. Portanto, é importante coletar dados sobre a segurança e a resposta imune à nossa vacina contra o coronavírus nessas faixas etárias, para que eles possam se beneficiar potencialmente da inclusão em programas de vacinação em um futuro próximo”, complementou o pediatra Rinn Song, cientista clínico do Oxford Vaccine Group.

    O teste é financiado pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde (NIHR) e pela AstraZeneca.

    A vacina de Oxford demonstrou ter eficácia média de 70% de proteção contra a covid-19, com variação de 62% a 90%, de acordo com a dose, em adultos.

    O imunizante é feito a partir de vetor viral não replicante. Utiliza adenovírus, que causa resfriado comum em chimpanzés, como veículo para levar fragmentos do novo coronavírus, entre eles a proteína spike, para induzir uma resposta imune no organismo.

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na sexta-feira (12), a importação de mais doses prontas da vacina de Oxford da Índia. Dois milhões de doses já estão sendo aplicados no país. A vacina de Oxford foi a primeira contra a covid-19, junto à CoronaVac, a ser aprovada para uso emergencial no Brasil, em 17 de janeiro. No dia 29 do mesmo mês, a Fiocruz apresentou solicitação de registro definitivo da vacina à Anvisa. A análise do pedido está em andamento.

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