A Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio da Polícia Civil do Paraná, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (13), a Operação Rota Estéril para aprofundar as investigações sobre um esquema criminoso de adulteração de cargas de fertilizantes destinadas a propriedades rurais de Mato Grosso.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis (Derf), começaram há um ano atrás, após a prisão em flagrante de um motorista em Rondonópolis (MT) que transportava uma carga de fertilizantes adulterada.
Segundo a polícia, a empresa vítima informou que o caminhoneiro estava parado em um posto de combustíveis no município. Os investigadores foram até o local e constataram que a carga de fertilizante transportada estava adulterada. O motorista foi preso em flagrante pelo crime de receptação qualificada.
A partir das investigações, a polícia identificou que o caso não se tratava de uma ação isolada, mas de uma associação criminosa com atuação no Paraná, responsável por desviar e adulterar cargas de fertilizantes, especialmente sulfato de amônio, enviadas para Mato Grosso.

De acordo com o delegado Fábio Narras, as investigações apuraram que as cargas saíam do Porto de Paranaguá no Paraná no Paraná e eram levadas para um barracão na região metropolitana de Curitiba (PR). No local, os motoristas eram aliciados e autorizavam a adulteração dos produtos antes do transporte até o destino.
Ainda de acordo com a investigação, o motorista preso teria recebido R$ 14 mil para permitir a adulteração da carga. A Polícia Civil agora busca identificar toda a estrutura da organização criminosa, possíveis outros carregamentos adulterados enviados para propriedades rurais de Mato Grosso e eventuais envolvidos em outros estados.
Até o momento, uma empresa foi identificada como vítima do esquema. Os investigados poderão responder por associação criminosa, fraude envolvendo cargas, receptação, lavagem de dinheiro e ocultação de bens.


