
Trezentos mil procedimentos por ano. Cirurgias cardiovasculares, exames de alta complexidade, pronto atendimento cardiológico, Casa da Gestante e Hospital Dia. Essa é a realidade que Rondonópolis passará a ter a partir do acordo assinado nesta segunda-feira (25), entre o prefeito Cláudio Ferreira e o governador Otaviano Pivetta, que triplica o contrato da Santa Casa de Misericórdia com o poder público.
O repasse anual sai de R$ 94 milhões para R$ 268 milhões um salto de quase 185% que o prefeito chamou, sem exagero, de “a maior iniciativa de saúde dos últimos dez anos”. Na prática, o que isso significa para quem usa o SUS em Rondonópolis e na região sudeste do estado é simples: mais serviços, mais cirurgias, menos fila e uma instituição financeiramente estável para atender quem mais precisa.
“Sai de noventa milhões para duzentos e sessenta e oito milhões de reais. O contrato está sendo triplicado. Isso vai mudar demais as condições que a gente oferta às pessoas.” — Prefeito Cláudio Ferreira
Para entender a magnitude do que foi anunciado hoje, basta lembrar o que era a Santa Casa há três anos: salários atrasados, médicos saindo, fornecedores sem receber e uma dívida bancária que crescia porque os repasses não chegavam em dia. Quanto mais serviço a instituição prestava, mais ela devia porque a tabela do SUS não cobria os custos reais. O novo contrato vem justamente romper esse círculo vicioso, garantindo um financiamento condizente com a realidade de uma das instituições de saúde mais importantes do Centro-Oeste.


