
A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em abril, em relação ao mesmo período anterior. Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A pesquisa mostra que 6,3 milhões de brasileiros em idade ativa não trabalhavam naquele trimestre — 471 mil a mais do que no intervalo encerrado em março.
O aumento do número de desempregados, segundo a Pnad Contínua, ocorreu devido ao comportamento sazonal de setores como comércio e serviços pessoais, que, “após aquecimento no fim do ano, não retêm parcela dos trabalhadores”.
Para efeito de comparação, no trimestre de fevereiro a abril de 2025, a taxa de desemprego no país estava em 6,6%. Também vale ressaltar que, desde o trimestre encerrado em maio de 2025, o indicador não superava 6%.
Em relação à população ocupada (102,3 milhões de pessoas), o Brasil teve uma queda de 0,3% em abril e aumento de 1,1% no indicador frente ao mesmo trimestre do ano passado.
Apesar da redução, o IBGE ressaltou que a geração de trabalho e de renda se mantém. Entre os grupos pesquisados, houve redução de postos de trabalho no ramo de “outros serviços” (menos 162 mil pessoas), mas registro de estabilidade nos demais grupos.
Renda média
Os brasileiros empregados receberam, em média, R$ 3.732 por mês, e a massa de rendimento real habitual atingiu R$ 377 bilhões. Esse indicador se refere à soma dos rendimentos brutos geralmente recebidos por todas as pessoas ocupadas em todos os trabalhos que tinham na semana de referência para o levantamento.
A Pnad Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil, segundo o IBGE. A amostra abrange 211 mil domicílios, espalhados por 3.500 municípios e visitados a cada trimestre. Cerca de 2 mil entrevistadores atuam na pesquisa, integrados às mais de 500 agências do instituto em todo o país.


