
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Alvo Errado e esclareceu o homicídio de Silvestre Gomes da Silva Conceição Júnior, de 18 anos, ocorrido no município de Jaciara (MT). A investigação identificou seis pessoas envolvidas no crime, que teria sido motivado por uma confusão envolvendo a vítima e integrantes de uma facção criminosa rival.
Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram após o desaparecimento do jovem, registrado no dia 15 de junho de 2026. Desde então, equipes policiais realizaram diligências, coleta de depoimentos, análise de imagens de câmeras de segurança e levantamentos de inteligência para reconstruir a dinâmica do crime.
No sábado (20), familiares localizaram uma área de mata na zona rural de Jaciara onde o corpo da vítima estava escondido. A ocorrência contou com apoio do Corpo de Bombeiros Militar e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Devido às condições do local, os bombeiros auxiliaram no acesso e retirada do cadáver para realização dos exames periciais.
Conforme a investigação, Silvestre teria sido confundido pelos autores com um integrante de uma organização criminosa rival. A suspeita é de que, após essa identificação equivocada, o jovem foi sequestrado, sofreu agressões e acabou sendo assassinado.

A Polícia Civil informou que o avanço das apurações permitiu confrontar versões apresentadas por pessoas relacionadas ao caso, identificando contradições e reunindo elementos que apontaram a participação dos envolvidos.
Durante a operação realizada após a localização do corpo, três homens, de 34, 21 e 18 anos, foram presos em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver. Uma adolescente de 15 anos também foi apreendida e encaminhada para os procedimentos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.

As investigações apontam ainda indícios dos crimes de homicídio, sequestro, tortura e ocultação de cadáver. Segundo a polícia, os envolvidos teriam participado de diferentes etapas da ação criminosa, desde a abordagem da vítima até a execução e tentativa de esconder o corpo.
A Polícia Civil informou que os trabalhos continuam para detalhar a participação individual de cada suspeito, identificar possíveis novos envolvidos e reunir todas as provas necessárias para responsabilização dos autores.
A operação recebeu o nome “Alvo Errado” em referência à principal linha investigativa: a vítima teria sido escolhida pelos criminosos após ser confundida com outra pessoa ligada a um grupo rival.


