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Parkinson e Cannabis Medicinal: o que os estudos mostram sobre tremores, rigidez e qualidade de vida

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Dra. Mônica Fagundes, Médica especialista em Medicina Endocanabinoide em Rondonópolis (MT) – Foto: Acervo Pessoal

A Doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Seus sintomas clássicos — tremores em repouso, rigidez muscular, bradicinesia e instabilidade postural — impactam profundamente a qualidade de vida. Mas os sintomas não motores são igualmente debilitantes: distúrbios do sono, ansiedade, depressão, dor crônica e disfunções autonômicas. Muitas vezes, são esses sintomas que mais afetam o bem-estar do paciente e de seus cuidadores.

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Cannabis Medicinal pode tratar Doença de Parkinson – Foto: Reprodução

Um estudo recente publicado em 2026 na Aurum Revista Multidisciplinar investigou o impacto da Cannabis Medicinal na redução da rigidez muscular e na diminuição de tremores em pacientes com Parkinson. Os resultados mostraram melhora significativa em ambos os sintomas motores, além de redução da ansiedade associada. Outra revisão da literatura, realizada pela UFMG, analisou seis estudos clínicos e concluiu que o CBD reduziu o tremor e a discinesia em parte dos estudos, além de melhorar sintomas não motores como ansiedade e qualidade de vida. A intervenção foi bem tolerada em todos os casos.

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Doença de Parkinson afeta a vida pessoal das pessoas – Foto: Reprodução

O Sistema Endocanabinoide desempenha um papel crucial na regulação dos gânglios da base, a região do cérebro mais afetada no Parkinson. Os canabinoides interagem com os receptores CB1 presentes nessa região, modulando a liberação de neurotransmissores e ajudando a suavizar os sintomas motores. Além disso, o CBD tem propriedades neuroprotetoras, antioxidantes e anti-inflamatórias que podem ser relevantes no contexto de uma doença neurodegenerativa. Cada paciente responde de forma única, e o acompanhamento médico especializado é essencial para ajustar doses e proporções de forma segura.

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