
A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou uma tentativa de feminicídio e uma tentativa de estupro contra uma jovem em Alto Garças (MT). O crime ocorreu dentro da residência da vítima, que estava acompanhada da filha de apenas um ano de idade.
Segundo as investigações, o suspeito teria invadido o imóvel durante a noite e feito investidas de natureza sexual contra a vítima. Após a recusa, ele teria retirado as roupas da jovem à força e a agredido com diversos golpes de tijolo na cabeça e no rosto.
Com a violência, a vítima perdeu a consciência. Ainda conforme a investigação, o suspeito teria levado a jovem, já sem roupas, em direção à própria residência. Durante o trajeto, porém, ele foi surpreendido por pessoas que passavam pelo local e abandonou a vítima na calçada.
Populares prestaram os primeiros socorros e acionaram a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
A jovem sofreu traumatismo cranioencefálico grave, trauma craniofacial extenso e outras lesões consideradas de risco à vida. Ela precisou ser transferida para atendimento hospitalar e passou por cirurgia para reconstrução da face e do crânio.
Investigação
Durante o trabalho investigativo, a Polícia Civil reuniu depoimentos, prontuários médicos, laudos periciais, imagens de câmeras de segurança e registros audiovisuais.
Perícias também foram realizadas nas residências da vítima e do investigado. No local, foram encontrados vestígios de sangue, fragmentos de tijolo, peças de roupa e outros elementos relacionados ao crime.
Um exame realizado no investigado identificou marcas de unhas, consideradas compatíveis com uma possível reação defensiva da vítima durante a agressão.
Ao final das diligências, o homem foi indiciado pelos crimes de tentativa de feminicídio e tentativa de estupro. Conforme a Polícia Civil, foram consideradas ainda causas de aumento relacionadas à condição de mãe da vítima e à presença física da filha durante os fatos.
O investigado havia sido preso em flagrante logo após o crime e permanece preso preventivamente por decisão judicial.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.
Os nomes da vítima, do investigado e das testemunhas não foram divulgados para preservar a identidade das pessoas envolvidas e em razão do sigilo relacionado à apuração de crimes contra a dignidade sexual.


