Congresso do Partido Comunista chinês (PCC) reúne mais de 2.000 delegados, que devem eleger Xi Jinping sucessor Hu Jintao. (Foto: Lee Jin-man / AP Photo)

Mais de 2.000 delegados do Partido Comunista chinês (PCC) se reúnem no congresso que começou nesta quinta-feira (8) em Pequim, para confirmar a sucessão do presidente Hu Jintao que, depois de 10 anos no poder, cederá o cargo a Xi Jinping.

Ao contrário da grande campanha que levou à reeleição de Barack Obama nos EUA, a nomeação do sexto sucessor de Mao Tse Tung será feita com a tradicional solenidade dos congressos comunistas, envolta em segredo e sob forte segurança.

Na imensa Praça da Paz Celestial, os 2.270 delegados reunidos no Palácio do Povo escutarão o balanço do presidente Hu Jintao. Em seu mandato, a China se transformou na segunda potência mundial.

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A imprensa internacional foi convidada para o primeiro dia de congresso que continuará em seguida a portas fechadas até a próxima quarta-feira (14), data em que os sete ou nove integrantes da nova direção suprema da China farão uma breve aparição diante das câmaras do mundo inteiro.

Novo presidente
Xi Jinping, transformado no secretário geral do PCC, passará de fato ao posto de presidente da República, em uma formalidade prevista para março.

O novo presidente vai dirigir uma China em plena mudança, com uma economia quase capitalista, afetada pela crise financeira europeia e uma população ávida por reformas políticas e de transparência, sobretudo acerca da riqueza dos líderes comunistas.

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Oito em cada dez chineses nas cidades esperam mudanças políticas, segundo pesquisa publicada na quarta-feira (7) pela imprensa oficial.

O presidente chinês, Hu Jintao, pediu nesta quinta mais reformas democráticas na China, em seu discurso de abertura do 18º Congresso do PCC. “A reforma da estrutura política é uma parte importante das reformas globais da China. Devemos continuar nossos esforços, ativa e prudentemente, para prosseguir na reforma da estrutura política e ampliar a democracia popular”, afirmou.

Não há democracia no país, mas, em termos econômicos, a China virou um país que, a cada sete anos, dobra sua riqueza. O dado se repete há três décadas. O crescimento de 10% ao ano virou normal. Esse ano, a previsão de apenas 7,5%, um número de sonho para qualquer país, é vista com certa preocupação pelo governo chinês.

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