Mesmo com a safra 2012/13 de soja em evidência o produtor mato-grossense já volta seus olhares para a próxima temporada do milho. Um levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), mostrou que somente no mês de novembro as sementes de média tecnologia ficaram 9% mais caras, na comparação com outubro. Aquelas de alta tecnologia sofreram valorização de 0,6%.

Analista de mercado do Imea, Cleber Noronha diz que a escolha pela média tecnologia leva em conta uma tentativa do agricultor de reduzir os custos com a aquisição de insumo. No entanto, a troca não equivale à adoção de produtos sem qualidade. “O produtor optou por escolher uma semente mais barata. Então ele está trocando os materiais de alta tecnologia por outra mais baixa, mas mantendo a adubação”, destacou.

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O engenheiro agrônomo lembra que na média tecnologia faz-se necessária uma adubação de 60% a 80% frente ao realizado no de alta tecnologia, o que garante uma qualidade equiparada na produção.

“Se o clima se comportar bem, como em 2012, a adubação consegue até suprir essa troca de sementes. Nesta safra tivemos milho de alta e média tecnologia produzindo de forma igual”, observou o analista.

O maior aumento dentro do tripé dos principais insumos – sementes, fertilizantes e defensivos – foi o custo das sementes, que apresentou aumento de 35% para médias tecnologias durante o período. Por outro lado, a quantidade usada com fertilizantes e com operações agrícolas apresentou uma média de queda de 2,8% e 5,2%, respectivamente, sendo esta última para quem utiliza média tecnologia, de acordo com o Imea.

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