Foto: Reprodução
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Pelo menos 13 ocorrências registradas entre a noite de quarta-feira (30) e a manhã desta sexta-feira (1º) recolocaram Santa Catarina na rota de atentados, assustando a população e obrigando as polícias Civil e Militar a reforçarem o efetivo em ruas e delegacias. A hipótese de que a facção Primeiro Grupo Catarinense (PGC), que age de dentro de presídios do Estado, esteja orquestrando os ataques por enquanto segue como assunto reservado entre autoridades.

Os recentes atentados aconteceram em Florianópolis, Palhoça, Itajaí, Balneário Camboriú, Camboriú e Gaspar. O penúltimo aconteceu por volta de 5h desta sexta, quando uma base da Polícia Militar na Praia de Canasvieiras, em Florianópolis, foi incendiada. O fogo foi controlado por policiais, que utilizaram extintores. Uma hora depois, de acordo com a PM, um homem foi visto ateando fogo em pneus e roupas debaixo do viaduto Chico Mendes, bairro Capoeiras.

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Por volta de 1h30 desta sexta, um carro que estava no pátio de uma revendedora foi parcialmente destruído em Itajaí. No local foram inscritas as iniciais de uma facção criminosa. Às 22h30 de quinta-feira, um ônibus foi incendiado no bairro João Costa, também em Florianópolis. No mesmo horário, dois ônibus foram atacados em Palhoça: um da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Balneário Camboriú, que teve os pneus queimados, e outro de turismo.

Pouco depois, na SC-401, perto da rotatória de Canasvieiras, no norte da Ilha, dois homens armados invadiram um ônibus de linha urbana, esvaziaram o veículo e deram coronhadas na cabeça do motorista. O cobrador teve cortes no braço. Ainda na noite de quinta, um passageiro foi atingido pelas chamas dentro de um coletivo, na praia dos Ingleses, em Florianópolis. A vítima teve 50% do corpo queimado e ficou internada num hospital da ilha.

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A onda de novos ataques começou às 22h de quarta-feira, em Balneário Camboriú, tendo um ônibus como alvo. Na sequência, uma viatura foi parcialmente danificada por um coquetel molotov, e um bar acabou atingido por chamas. Já a delegacia de Camboriú foi atacada com uma granada caseira, construída com cano de PVC. Ainda no vale, dois veículos do transporte coletivo foram destruídos pelo fogo, no município de Gaspar.

Possíveis motivos

Segundo informou a Secretaria de Segurança Pública, há algumas linhas de investigação, entre as quais a transferência do traficante Rodrigo de Oliveira, o Rodrigo da Pedra, da Penitenciária de São Pedro de Alcântara para o sul do Estado.
Uma confusão que teria envolvido moradores e a Polícia Militar no Morro do Horácio na última segunda-feira, em Florianópolis, e o descontentamento de presos com a direção do Presídio de Blumenau também constam da lista de hipóteses.

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O comando do 4º Batalhão da Polícia Militar, na ilha, informou que as medidas de segurança foram intensificadas. Durante o dia, policiais à paisana fazem escolta em linhas do transporte coletivo. Terminais também estão recebendo reforço no policiamento.

Já a Secretaria de Segurança Pública por enquanto não associa os ataques à facção PGC. A mesma facção é apontada como responsável pelos ataques ocorridos em novembro do ano passado, em represália à linha-dura da direção da Penitenciária de São Pedro de Alcântara.

Na ocasião, houve mais de 12 atentados contra bases da polícia, ônibus e outros alvos registrados pela Policia Militar.

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