Aquisição de adubos em Mato Grosso este ano foi 8,39% superior à quantidade registrada em 2012. No acumulado dos dois primeiros meses de 2013 foram comercializadas 804,479 mil toneladas de fertilizantes, ante 742,155 mil (t) no mesmo período do ano passado. Dados foram fornecidos pela Associação Nacional pela Difusão de Adubos (Anda). Apesar do incremento, o índice de crescimento permaneceu inferior ao observado para o mesmo período do ano passado, quando a alta nas vendas chegou a 20,49% sobre o 1º bimestre de 2011, ano em que foram negociadas 615,911 mil (t) do produto.

Em janeiro e fevereiro deste ano, as dificuldades enfrentadas com a logística de transporte provocou atrasos nas entregas e até escassez do produto para algumas regiões, informa a Anda. Quanto à utilização de defensivos e sementes no Estado, a Associação dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) registrou incremento de 10% nas vendas no acumulado dos 2 primeiros meses de 2013, em comparação com igual intervalo do ano passado.

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Vice-presidente da Associação, Roberto Motta, comenta que foi necessário maior volume de inseticidas para combater a incidência de lagarta nas lavouras de soja, problema agravado com a estiagem em dezembro de 2012. “Além disso, a área plantada também aumentou um pouco e isso exigiu mais sementes e defensivos”. O produtor Antônio Galvan acrescenta que em Mato Grosso a expansão da área plantada ocorre sobre as regiões ocupadas com pastagens, principalmente sobre áreas degradadas. “Essa incorporação pela agricultura exige mais investimentos em fertilizantes, para recuperar o solo”.

Ele lembra que na safra 2012/2013 foram acrescidos mais 900 mil hectares de soja. “Essa expansão também demanda maior uso de sementes e defensivos”. Galvan observa ainda que as vendas são influenciadas pela oportunidade de compra e revela que adquiriu parte dos insumos em junho de 2012, para receber em janeiro deste ano. No momento de entregar os produtos, o fornecedor se surpreendeu com os custos do frete. As dificuldades da indústria para atender os contratos de venda dos produtos no Estado prejudicou alguns produtores. “Nem todos receberam os fertilizantes a tempo para safra de milho”.

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Novidade  –
Um fertilizante exclusivo para uso na região Centro-Oeste está sendo comercializado pela Agro Amazônia. Produto é importado diretamente dos Estados Unidos e garante a nutrição das plantas por mais tempo, por permitir que a concentração de nitrogêncio
seja liberada gradativamente. Produto foi testado em lavouras de algodão e milho. Fórmula do Controlled Released Nitrogen (CoRoN) foi desenvolvida pela marca americana Helena, diz o gerente regional de Negócios da empresa, Marcelo Cassiolato.

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