Foto: arquivo/AGORAMT
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Faltando pouco mais de um ano e meio para deixar o Palácio Alencastro, o governador Silval Barbosa (PMDB) acredita que realizou um bom trabalho à frente da administração estadual e garante que seu sucessor encontrará um “Estado ajustado” no que diz respeito ao setor financeiro.

De acordo com ele, apesar dos altos investimentos que estão sendo feitos por conta das obras da Copa do Mundo, não se perdeu o controle do caixa.

“Quem vir como o meu sucessor, certamente vai pegar o Estado ajustado. Quem assumir como o meu sucessor vai pegar essa estrutura toda que nós estamos montando, de Copa, de MT Integrado, enfim, todos esses investimentos. E vai pagar uma parcela da dívida muito menor do que eu já paguei e estou pagando agora, porque nós estamos reestruturando a dívida do Estado”, explicou o governador.

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O peemedebista afirma que está seguindo à risca o planejamento anual. No entanto, ressalta que às vezes acontecem alguns imprevistos.

“Eu trabalho com números. Tenho um planejamento, sei aonde quero aportar. Estamos conduzindo o Estado baseando–se nisso. Falei no ano passado que este e o próximo ano vamos trabalhar de forma segura e estamos fazendo. Eu tenho que colocar essas contas em ordem. Para isso, às vezes você arrocha uma secretaria ou outra, deixa de fazer algum investimento para colocar a casa em ordem”, disse, sobre as dificuldades de caixa.

As declarações do chefe do Executivo Estadual são referentes ao estudo econômico apresentado como base para o anteprojeto de Lei da Eficiência Pública (LEP), que apontou que a arrecadação de Mato Grosso cresceu apenas 10%, enquanto os gastos com a folha salarial subiram 16% em 2012.

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Segundo Silval, este fato deve-se à convocação dos classificados no último concurso público. “A Lei de Eficiência é importante. O estado, os municípios e os poderes em geral têm que se ajustar. Os gastos aumentaram. A folha do estado aumentou mesmo, nós chamamos quase 15 mil concursados, e mesmo assim nós recebemos todos os dias decisões obrigando contratar”, explica.

Apesar disso, ele garante que o Estado está dentro do permitido. “Nós estamos dentro da margem Lei de Responsabilidade Fiscal, mas precisamos ajustar”. (KA)

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