O governo do Estado vai gastar R$ 100 milhões nos 600 processos de desapropriação para a viabilização de todas as obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014.

O secretário Extraordinário da Copa do Mundo de 2014, Maurício Guimarães, informa como anda o processo de desapropriação e como é calculado o valor das indenizações aos proprietários dos imóveis.

O tema tem sido frequente e polêmico no quesito obras da Copa desde o início do processo. “A Secopa não está aqui para promover o desenvolvimento no sofrimento das pessoas”, pontua o Maurício Guimarães, ao se referir que as 600 desapropriações serão feitas de forma justa.

E embora esteja no discurso que as desapropriações serão feitas com justiça, qualquer mudança não está ausente de impacto sentimental ou econômico para os moradores e proprietários.

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IMÓVEIS

São 303 imóveis que serão desapropriados para a implantação do Veículo Leve sobre Trilho (VLT). Entre eles, nove residências tombadas pelo Governo Federal estão na chamada “Ilha da Banana”, num processo doloroso para os moradores daquela área.

Entre os moradores a Dona Nice de 94 anos que mora com os filhos e outros na vizinhança se veem tendo que mudar para outro local por conta da modernização de uma cidade que avança para os seus 300 anos.

“Temos assistente social, há um acompanhamento psicossocial e levantamento por parte de nossa equipe para encontrar outro imóvel para ela (Dona Nice)”, afirma o secretário.

Sobre os questionamentos dos valores da indenização o secretário da Copa afirma que 100 imóveis já têm indenizações depositadas em juízo. Todos os levantamentos foram feitos através de uma empresa que realizou o cálculo.

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NA JUSTIÇA

Maurício Guimarães afirma que foram depositados R$ 40 milhões, principalmente referente aos imóveis da perimetral. E está previsto mais de R$ 50 milhões para outros imóveis que estão em processo na Justiça

Os 303 imóveis referentes ao VLT estão em processo de verificação e correções dos laudos. Não foi possível levantar o valor total destinado aos proprietários já que existem casos que estão na 5ª Vara de Fazenda Pública.

Os moradores que não concordarem com o valor das indenizações devem procurar a Justiça para a reavaliação. “A Secopa vai pagar o valor justo definido pela Justiça”, conclui o secretário.

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