O lucro líquido ajustado do Banco do Brasil (BB) foi R$ 2,7 bilhões nos primeiros três meses deste ano, uma queda de 0,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A instituição financeira alcançou, no final do primeiro trimestre, o valor de R$ 1,18 trilhão em ativos, uma evolução de 16,8% em 12 meses e de 2,6% em relação ao trimestre anterior.

A inadimplência no banco registrou queda nas operações vencidas há mais de 90 dias: na carteira de crédito ela ficou em 2%, abaixo dos 2,22% registrados em igual período de 2012.

Ivan Monteiro, vice-presidente de Gestão Financeira e de Relação com os Investidores, considera o resultado positivo, apesar da alta inadimplência para 15 dias, que ficou em 3,5% no primeiro trimestre.

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“A inadimplência de 15 dias é sempre um pouquinho maior, porque são casos de clientes que atrasam. Mas, de modo geral, a inadimplência que o mercado mais acompanha é a de 90 dias, que apresentou uma ligeira queda”, disse. Segundo ele, uma das estratégias do BB foi evitar riscos. “O banco decidiu trabalhar com linhas de menores riscos”, explicou.

A carteira de crédito ampliada atingiu R$ 592,7 bilhões em março de 2013, um crescimento de 25,6% em 12 meses e de 2,1% em relação ao trimestre anterior. A carteira de pessoa jurídica teve R$ 280,52 bilhões em março deste ano, uma alta de 32,7% na comparação com o mesmo mês de 2012. Já a de pessoa física somou R$ 156,26 bilhões em março, crescimento de 18,7% ante março de 2012.

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O desembolso para investimentos, como em linhas de repasse de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – Programa de Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame), Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger) – no trimestre, chegou a R$ 10,3 bilhões.

A remuneração aos acionistas somou R$ 1,03 bilhão, o correspondente a 40% do lucro líquido, sendo R$ 754 milhões na forma de juros sobre o capital próprio e R$ 279 milhões em dividendos.

O crédito imobiliário para pessoas físicas e jurídicas chegou, em março, a R$ 14,3 bilhões, alta de 66,3% em 12 meses e 11,6% em relação ao último trimestre. O volume contratado durante o primeiro trimestre foi R$ 3,6 bilhões, 169,7% superior ao mesmo período em 2012.

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Os indicadores de inadimplência para o Banco Votorantim, no qual o BB tem participação, também foram avaliados como positivos por Monteiro. “A gente tem uma produção crescente, já há 15 meses produzindo a uma taxa ao redor de 1% [de inadimplência]. A tendência para o futuro é reduzir ainda mais, porque, com a entrada na concessionária [para financiamento de veículos] da forma que a gente está fazendo agora, a tendência é ter um crédito de maior qualidade”.

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