Momento em que a polícia fazia a vistoria no carro da juíza - Foto: Ricardo Costa / AGORA MT
Momento em que a polícia fazia a vistoria no carro da juíza – Foto: Ricardo Costa / AGORA MT

A procura por Evanderli de Oliveira Lima, suspeito de assassinar a juíza Glauciane Chaves de Melo (leia aqui) continua com a chegada da noite. Alguns policiais estão no meio mata e outros fecharam as rodovias que dão acesso à cidade na tentativa de encontrá-lo.

O crime chocou a cidade que era considerada pacata. Os moradores estão assustados com a tragédia e olham apreensivos toda a movimentação da polícia. De acordo com o comandante Regional do 4º Batalhão da Polícia Militar, o coronel Walter Silveira, cerca de 35 policiais entre civis e militares estão trabalhando no caso e que outros 15 estão vindo para a cidade para dar apoio nas buscas.

O coronel chegou à Alto Taquari horas depois do crime e disse a reportagem do site AGORA MT que o objetivo agora é encontrar o acusado e que as informações são de que pessoas viram Evanderli entrando a pé em uma mata.

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O capitão Cândido da Força Tática da Polícia Militar de Rondonópolis que está na mata disse no fim da tarde de hoje que parte dos policias estavam em um local de difícil acesso que só foi possível chegar com o auxílio do grupamento aéreo.

O delegado de Rondonópolis Vinicius Prezoto que auxilia o caso disse que o crime já está elucidado e que a polícia se concentra apenas na localização do suspeito.

A Polícia fez uma revista no carro da juíza, na tentativa de encontrar a arma da magistrada, mas não foi localizada no veículo.

Arma encontrada no canteiro dos fundos do Fórum - Foto: Ricardo Costa / AGORA MT
Arma encontrada no canteiro dos fundos do Fórum – Foto: Ricardo Costa / AGORA MT

CENA DO CRIME

A perita Sandra Maria Rambo falou à reportagem que a sala da juíza já está liberada. De acordo com a perita, ao chegar no local do crime, encontrou a juíza caída e com duas perfurações na parte de trás da cabeça.

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A posição em que a juíza caiu, segunda a perita, mostra que ela estava indo em direção a uma porta, o que levanta a hipótese de que a juíza estaria tentando fugir do suspeito quando foi atingida pelas costas. Três tiros foram disparados, mas dois atingiram a juíza.

Um projétil bem deformado foi encontrado na sala da juíza e as outras duas ficaram alojadas na cabeça da vítima. A arma foi encontrada em um canteiro nos fundos do Fórum e foi apreendida pela Polícia Técnica. A perita disse que a arma será levada para Rondonópolis para que seja feito o confronto balístico para saber se o revólver encontrado é o mesmo usado pelo suspeito.

O promotor de justiça de Alto Taquari, João Batista de Oliveira, explicou que após o crime foi apurado que a juíza já estaria há cerca de três meses recebendo ameaças do ex-marido.

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O promotor contou que a juíza em nenhum momento informou ao Ministério Público sobre as represálias do acusado por não acreditar que ele teria coragem de cumprir o que falava. A magistrada estava separada do suspeito desde dezembro de 2012.

Oliveira afirmou que está confiante e acredita que o crime não ficará impune. “Estamos empenhados em encontrar o acusado”, diz o promotor.

O corpo da juíza foi levado nesta tarde de helicóptero para Cuiabá.

 

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