Fé, manias, superstições, cada um tem a sua. Há quem acredite que a sexta-feira 13 é amaldiçoada e pode trazer má sorte. Assim, toda precaução é pouca. Por isso, a seleção brasileira feminina de vôlei ganhou uma folga na data “especial”. Em reta final da preparação para o Sul-Americano, que começa na próxima semana, no Peru, o supersticioso treinador José Roberto Guimarães dispensou o grupo. Mas o desagrado com o número não é a única de suas manias e o técnico tricampeão olímpico revela que já precisou de desculpa para tocar em corcunda para dar sorte.

– Em 1992, quando nós estávamos na Vila Olímpica, no dia 31 de julho, dia do meu aniversário, o Amaury me convida para jantar para comemorar. Falei: “Está bem”. Quando nós chegamos tinha um garçom que era corcunda. Para mim ,estava tudo tranquilo até que o Amaury disse: “Zé, tem uma lenda na Itália que diz que, se você tocar na corcova e fizer um pedido, ele se realiza. Nós não tínhamos um álibi para fazer isso. Na hora de ir embora, o que ocorreu foi tirar uma foto com ele. Nós nos abraçamos e fizemos o pedido.

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Como resultado, o Brasil conquistou seu primeiro ouro na história do vôlei no país, nos Jogos de Barcelona. A equipe que tinha Marcelo Negrão, Tande, Giovane e Maurício ganhou da Holanda e entrou para a história. Mas a crendice ainda fica mais intrigante quando se repete 20 anos depois, nas Olimpíadas de Londres, dessa vez com a equipe feminina.

– Nós estávamos entrando na Vila Olímpica com a seleção brasileira toda, com as meninas e a comissão técnica. De repente eu fui passar e o “scanner” não leu o meu crachá. Enquanto eu estava esperando, aparece uma pessoa enorme e com uma corcunda. Peguei um brinde, fui lá, entreguei para ele, abracei e fiz o meu pedido de novo que se realizou.

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A frente da seleção feminina desde 2003, Zé Roberto já deixou sua marca. Em dez anos, ele conquistou dois ouros e um quarto lugar em três Olimpíadas. Tudo com muita dedicação, estudo, trabalho e superstições, claro.

– Não gosto de passar em baixo de escada, de certos números eu não gosto como o 4. Não simpatizo muito. Agora, isso é para mim. O número 13 também não é um número que me agrade tanto, eu evito, mas para os outros não. A Sheilla, por exemplo, adora jogar com a 13. Pode jogar, dá sorte para ela – disse Zé Roberto.

Algumas de suas crenças, se estenderam para o grupo da seleção. A ponteira Gabi já aderiu à pulseirinha do Senhor do Bonfim, mas Dani Lins chegou a abandonar um par de tênis acreditando que a sorte mudaria.

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– Também tenho as minhas. Na Olimpíada, a gente estava jogando e nos primeiros duelos a gente perdia e eu estava com um tênis que eu cancelei. Dei lá na Olimpíada mesmo – afirmou a levantadora.

Gabi, que também tem suas manias, revela que o grupo respeita o treinador, mas não acredita muito nas superstições do técnico. Mesmo assim, não deixam de fazê-las.

– Tenho superstição com tênis também. Se no jogo deu certo, vou com ele até o final. A gente não acredita tanto, mas se deu certo, não vamos mudar – disse.

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