Os peritos criminais de Mato Grosso decidiram em Assembleia Geral pela paralização de todas as atividades, a partir desta quarta-feira (04), como um gesto simbólico, pois é reconhecida como o Dia Nacional do Perito Criminal. No entanto, a categoria se mantém em estado de assembleia permanente e não descarta a possibilidade de prorrogar os dias de paralisação.

A assembleia foi transmitida ao vivo pela internet aos pólos regionais do estado, que também vão parar.  Além disso, eles contam com o apoio dos colegas médicos e odonto legistas, que também devem parar no dia 04.

Em vez de “comemorar”, os peritos querem utilizar a data para chamar mais uma vez a atenção do Governo e da sociedade para os fatores que dificultam o trabalho, como estrutura precária, falta de equipamentos, redução do orçamento em 2014 para a área de Segurança Pública, o não pagamento da insalubridade e reajuste salarial.

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“Nós recebíamos a insalubridade até 2000, quando o Governo decidiu pagar o chamado subsídio, que engloba vários adicionais, inclusive a insalubridade. Mas por lei a insalubridade é um caso a parte”, explica o presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais Criminais de Mato Grosso (Sindpeco/MT), Márcio Godoy. Ele lembra que as atividades da Perícia são altamente insalubres, pois os profissionais se expõem a perigos diversos, como contato com alta tensão, além de sangue e outros materiais biológicos e químicos. “Nosso trabalho é altamente complexo, pois é a partir do laudo pericial que se pode incriminar ou absolver acusados”.

Godoy explica que no ano passado, a categoria conversou com o secretário de Estado de Administração da época, César Zílio, que se comprometeu por escrito a tratar de certas questões este ano, dando prioridade aos peritos na negociação. No entanto, nada foi feito até o momento. “Parece que não há continuidade da gestão. Tivemos que recomeçar as discussões do zero!”, comenta indignado.

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A previsão de orçamento é outro ponto questionado pelos servidores. Em 2013, o valor destinado à Politec foi de cerca de R$ 5 milhões. Segundo Godoy, em 2014, o orçamento será reduzido pela metade.

Após o dia 04, a categoria se reunirá novamente para deliberar se continua ou não paralisada.

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