Daniel Cormier faz, no próximo sábado, a sua estreia na divisão dos pesos-meio-pesados do UFC (até 92,9 kg) em um cenário completamente diferente do que ele tinha imaginado. Ex-campeão do GP dos pesos-pesados do Strikeforce, ele está invicto na carreira e era apontado como um dos possíveis próximos desafiantes ao cinturão de Jon Jones desde quando começou a cogitar descer de categoria no Ultimate. Inicialmente escalado para enfrentar Rashad Evans neste fim de semana, “DC” viu seu destino virar de pernas para o ar na semana passada, quando o até então adversário sofreu uma lesão no joelho e foi obrigado a desistir do combate.

O Ultimate chegou a cancelar o duelo, mas Dana White voltou atrás e optou por manter Daniel no card contra o estreante Pattrick Cummins. O problema é que, antes mesmo que Dana pudesse avisar Cormier de que a luta estava mantida, o americano já tinha se dirigido a uma rede de fast food e quase colocou a perder todo o processo de redução de peso:

– Dana disse na quarta-feira que eu não iria lutar, e fiquei muito triste. A única coisa que faz um garoto de Louisiana se sentir melhor é o Popeyes (rede de frango frito fast food). Eu comi quatro pedaços de frango e arroz, e estava tão bom, mas tão bom…Eu quase me deitei no chão, porque me senti muito mal. Fazia muito tempo que não comia nada como aquilo. Eu não sabia como o frango podia ter um sabor tão bom e ser tão ruim ao mesmo tempo. Meu estômago estava me matando de tanta dor, mas eu me senti tão bem – contou, aos risos, o ex-peso-pesado aos jornalistas presentes ao treino aberto do UFC 170, realizado na última quarta-feira em Las Vegas.

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A ligação de Dana White confirmando que ele ainda lutaria no card do UFC 170 só aconteceu no dia seguinte e Cormier conta que imediatamente se arrependeu de ter furado a dieta. Por conta disso, seu nutricionista o fez beber mais de dez litros de água para limpar o frango frito de seu sistema.

– Ele quis me matar, mas não podia (risos). Eu não queria perder aquele camp todo. Passo muito tempo longe da minha família quando estou treinando, então realmente não queria jogar tudo fora. E também tinha a questão do que vinha depois: “Será que devo tirar duas semanas de folga e começar de novo outro camp de oito semanas? Será que meu corpo aguenta?”. Eu tinha muitas questões sem respostas, então preferi competir agora – revela.

O agora peso-meio-pesado também conta que, inicialmente, ficou feliz pelo duelo ter sido mantido e por enfrentar Patt Cumins. Mas foi só o ex-companheiro de treinos começar a falar que já o tinha feito chorar em sua preparação para os jogos olímpicos, em 2004, que ele mudou de ideia. A declaração teve tanta repercussão que até Sarah McMann, desafiante de Ronda Rousey no mesmo card e medalhista de prata em wrestling nos jogos de Atenas de 2004, saiu em defesa de DC:

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– Quando nós trocamos de oponente no wrestling, eles chamam isso de ‘tanque de tubarões’. Ver a Sarah me defender foi maravilhoso. Ela disse isso porque já passou pela mesma coisa e ela entende. Mas, com relação ao Patrick, quando eouvi que nós iríamos lutar, fiquei feliz por ele. Eu pensei “Ok, esse é um cara que eu conheço há muito tempo e ele está tendo a chance dele no UFC. Vamos competir um contra o outro”. E aí ele começou a falar…Agora eu vou ter que chutar o traseiro dele.

Como a estreia nos pesos-meio-pesados não será como planejou, “DC” sabe que o caminho para o cinturão de Jones ficou mais comprido:

– É a minha primeira luta na divisão dos meio-pesados, eu iria competir contra um ex-campeão. Sou aquele cara que está com um copo de água pela metade e quer ver o lado bom das coisas, então pode parecer que não há nada que eu vá ganhar nessa luta, mas para mim é: “Eu não vou lutar contra o Rashad Evans”. É a minha primeira luta nessa divisão e eu não vou enfrentar um cara que esteve entre os top 5 nos últimos sete anos. Estou enfrentando um cara que está acabando de chegar. As coisas mudam muito rápido. Acredito que uma vitória sobre o Rashad me colocaria na briga pelo título. Eu poderia pedir por qualquer coisa. Se vencesse o Rashad Evans seriam três campeões do UFC no meu currículo. Mas uma vitória sobre Patrick Cummins não tem esse peso.

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Cormier, no entanto, não menospreza o adversário e justifica a confiança em seu jogo:

– Eu quero imaginá-lo como o maior, o mais duro e o mais malvado adversário que eu já enfrentei na vida. A minha ideia de Patrick Cummins é uma mistura de Cain Velásquez, Jon Jones, Anderson Silva e Chris Weidman. Eu quero imaginá-lo como sendo o animal mais selvagem que você já viu. Eu sei que tenho uma luta nas mãos e eu estou muito bem preparado, porque eu estava me preparando para o Rashad Evans. Eu literalmente vou jogar o Patrick para fora da jaula.
O canal Combate transmite o UFC 170 ao vivo neste sábado, com exclusividade, a partir das 21h30m (horário de Brasília), e o Combate.com acompanha tudo em Tempo Real, com vídeo ao vivo da primeira luta do card preliminar, entre os pesos-leves estreantes Ernest Chavez e Yosdenis Cedeno. Na sexta-feira, site e canal exibem ao vivo a pesagem oficial, a partir de 21h. Confira o card completo:

UFC 170
22 de fevereiro de 2014, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL
Peso-galo: Ronda Rousey x Sarah McMann
Peso-meio-pesado: Daniel Cormier x Patrick Cummins
Peso-meio-médio: Rory MacDonald x Demian Maia
Peso-meio-médio: Mike Pyle x T.J. Waldburger
Peso-meio-médio: Robert Whittaker x Stephen Thompson
CARD PRELIMINAR
Peso-galo: Alexis Davis x Jessica Eye
Peso-galo: Raphael Assunção x Pedro Munhoz
Peso-galo: Cody Gibson x Aljamain Sterling
Peso-mosca: Zach Makovsky x Josh Sampo
Peso-leve: Rafaello Oliveira x Erik Koch
Peso-leve: Ernest Chavez x Yosdenis Cedeno

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