O reajuste de 13,42% na energia elétrica para as indústrias de Mato Grosso – o que coloca o estado no topo da lista da tarifa mais cara do país – foi apenas uma das reclamações apresentadas ao candidato ao governo Pedro Taques (PDT-MT), durante reunião com a Associação Comercial, Industrial e Empresarial (ACIR) de Rondonópolis, neste final de semana.

Durante sua fala para cerca de 50 empresários, o pedetista observou que o aumento da energia, decorrente de fatores como altos impostos e precariedade na infraestrutura de transporte, acaba dificultando a instalação de novas empresas e repercutindo diretamente nas taxas de desemprego.

“Um governo não pode atrapalhar o desenvolvimento do seu estado. Sabemos que a questão logística é um gargalo em Mato Grosso. As péssimas estradas e a ausência de outros modais de transporte aumentam os custos para o escoamento da nossa produção. Isso, somado aos altos impostos, torna cada vez mais difícil a vinda de novas empresas pra cá, além de travar o desenvolvimento daquelas que já escolheram a nossa terra para se instalar. O resultado pode ser aumento das taxas de desemprego. É uma questão de gestão”, afirma Pedro Taques.

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Em seu plano de governo, Pedro Taques aponta que os setores de comércio e serviços respondem por mais de 50% do PIB estadual, geram 48% dos empregos formais no Estado e representam 65% do faturamento tributável do ICMS, respondendo por 84% da arrecadação desse tributo. São 65 mil empresas, o equivalente a 83% do universo empresarial de Mato Grosso. “Um setor, portanto, fundamental na economia estadual e, por isso mesmo, deverá ser protagonista de qualquer política de fomento econômico que se pretenda para Mato Grosso”, avalia.

Para o candidato ao governo, é preciso estabelecer políticas industriais que agreguem valor aos produtos do agronegócio e que contribuam para a melhoria da qualidade e dos custos de produção no setor.

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Ele considera primordial estabelecer uma política de incentivos fiscais que seja competitiva em relação às políticas de incentivos fiscais dos estados vizinhos. Na avaliação do senador pedetista, os incentivos devem ser usados para atração de empresas e indústrias para Mato Grosso, já que “estamos longe de grandes centros comerciais e as empresas precisam de atrativos para que se instalem aqui”. No entanto, Pedro Taques ressalta que isto não deve ser usado de forma política pelos governos, favorecendo empresas amigas ou patrocinadoras de campanha.

Atento à complexidade da legislação tributária brasileira, Pedro Taques defende ainda a simplificação dos dispositivos como mais um fator que pode estimular as indústrias em Mato Grosso. Ele questiona o excesso de atos normativos editados pelo governo estadual para regulamentar o sistema. “A reclamação geral é que ninguém conhece o sistema tributário. É muito complexo e isso prejudica, inclusive, a arrecadação do estado”, disse o candidato a governador pela coligação “Coragem e Atitude pra Mudar”.

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