Amanda Nunes apresentou um claro crescimento como lutadora num espaço curto de tempo. A atleta que sofreu derrotas no Strikeforce e no Invicta FC definitivamente não é a mesma que venceu seus dois primeiros combates no Ultimate. A Leoa, como é conhecida, agora está perto de uma disputa de cinturão no octógono. Existe a expectativa de que a vencedora do duelo entre ela e a americana Cat Zingano, que ocorre no UFC 178, dia 27 de setembro, em Las Vegas, seja premiada com a chance pelo título. O segredo do sucesso recente, segundo a própria, é a equipe MMA Masters, que fica em Miami e é liderada pelos brasileiros Cesar Carneiro, mestre da trocação, e Daniel Valverde, especialista na parte de chão.

– Houve uma evolução. O treinamento está mais intenso. Estou sempre tentando melhorar a cada dia e consertar os erros. Sou uma lutadora diferenciada. Hoje tenho uma trocação limpa, com mais técnica, estou com o jiu-jítsu mais refinado também. Sou uma outra atleta pelo fato de estar com as pessoas certas. Treino num time que considero o melhor do mundo. Naquela época do Invicta eu ainda estava adaptando meu estilo ao dos meus mestres. Evoluí bastante. Procuro crescer e sugar meus treinadores, o que eles têm de melhor para me passar. O segredo é o treino, não tem jeito – disse ao Combate.com.

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Com a boa fase, veio a confiança. E Amanda Nunes tem como objetivo fazer história. Não quer ser mais uma. Longe, muito longe disso.

– Não adianta ficar treinando para ficar no mesmo nível nas lutas. Quero inovar, dar vários nocautes diferentes em todas as lutas. Quero nocautear com chute, com joelhada… Quero sempre algo diferente. Quero fazer diferença no MMA. Quero sempre decidir a luta, e não deixar nas mãos dos jurados. Quero ser o Anderson Silva do MMA feminino (risos) – afirmou.

A campeã peso-galo (até 61kg) do UFC, Ronda Rousey, é tratada por muita gente como imbatível atualmente. Mas Amanda não vê nada de muito especial na loura, especialista nas quedas de judô e nas finalizações via chave de braço:

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– Eu treino jiu-jítsu a vida toda. Devo bloquear muito bem o jogo dela. Vou levar esse cinturão para o Brasil. É a única coisa que tenho para dizer. A campeã não tem trocação. Só tem aquele takedown, que vou bloquear. Vou finalizar ou nocautear. Se ela vier para cima de mim naquela pressão para me deixar acanhada, eu vou meter a mão nela também. Ela é agressiva, e eu sou agressiva também. A gente vai decidir no cage, mas o cinturão é meu. Só está dando um tempo na mão dela até eu chegar lá.

A Leoa está convicta de que não seguirá o mesmo caminho das oito primeiras adversárias de Ronda, finalizadas com chave de braço. Se bem que a campeã nocauteou em suas duas últimas lutas. Mas isso também é descartado. A baiana diz que há bastante tempo treina para enfrentá-la:

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– Com certeza não vai me finalizar nem nocautear. A gente treina para focar em todas as lutas. A gente traça estratégia para cada luta, mas quando não tem oponente ainda, a gente só treina para a campeã.

Aos 26 anos, Amanda Nunes tem um cartel no MMA de nove vitórias e três derrotas. Ela estreou no UFC com nocaute técnico sobre Sheila Gaff em agosto de 2013, no Rio de Janeiro, e repetiu o resultado contra Germaine de Randamie três meses depois, nos EUA. Este ano enfrentou algumas lesões e teve até de sair da luta contra Sarah Kaufman, mas agora está recuperada e pronta para encarar Cat Zingano daqui a dois meses.

 

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