Desde a semana passada, Michael Schumacher pode dar continuidade ao processo de reabilitação na casa de sua família, na pequena cidade de Gland, às margens do Lago Léman, na Suíça. Mas, além do carinho da esposa Corinna e dos filhos Gina-Maria, de 17 anos, e Mick, de 15, o heptacampeão da Fórmula 1 recebe a atenção de uma equipe multiprofissional composta por 15 pessoas, entre médicos, enfermeiros, assistentes e fisioterapeutas. De acordo com o jornal alemão “Bild”, a mansão do ex-piloto se transformou em uma espécie de clínica privada.

O ex-piloto da Ferrari apresenta evolução lenta, mas constante, e não há previsão de quanto tempo precisará para recuperar os movimentos, a fala e a capacidade de memória. No futuro, é possível que ele utilize uma cadeira de rodas especial, controlada por movimentos com sua boca, para se locomover. O pesquisador alemão Manfred Spitzer, especialista em estudos do cérebro ouvido pelo “Bild”, explica que os estímulos emocionais que Schumacher está recebendo de sua família são fundamentais para o processo de reabilitação.

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– Esses estímulos emocionais são muito importantes para os pacientes que sofreram um trauma cerebral grave. O cérebro danificado pode reaprender por meio de emoções positivas – afirma o especialista.

Schumacher ficou quase seis meses em coma, internado no Hospital de Grenoble, França, após bater a cabeça em uma rocha quando esquiava na estação de Méribel, nos Alpes Franceses. Poucos dias depois de sair do coma, o ex-piloto foi transferido para o Centro Hospitalar Universitário de Vaud (CHUV), em Lausanne, em junho. Menos de três meses depois, o alemão recebeu autorização para prosseguir com a recuperação na residência de sua família, a 44km do hospital. O porta-voz do CHUV, Darcy Christen, disse ao “Bild” que boa parte da equipe responsável pelo tratamento domiciliar foi treinada pelos profissionais que acompanharam o alemão durante a internação no hospital suíço.

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– Uma grande parte da equipe que está cuidando de Michael agora foi treinada por nossos especialistas. Nós estamos acompanhando seu tratamento e continuamos a sua disposição para o que for necessário – disse o porta-voz.

A segurança da mansão de Schumacher foi reforçada depois que dezenas de jornalistas, fotógrafos e caminhões de transmissão por satélite tentaram se instalar nas redondezas, com o intuito de obter novidades sobre o quadro clínico do ex-piloto. Apesar do assédio da imprensa, a polícia suíça decidiu retirar seus agentes que faziam plantão no local, sob o argumento de que a multidão não representa risco para a família.

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