Os seis lances-livres errados cobrados por Shilton nos quatro minutos finais da partida de terça-feira contra o Flamengo podem não ter sido a principal razão da derrota do Minas por 77 a 59, mas protagonizaram uma cena, no mínimo, inusitada. A cada erro do ex-pivô do clube carioca, os pouco mais de quatro mil torcedores rubro-negros que com parecerem ao ginásio do Tijuca Tênis Clube gritaram o nome do jogador do time mineiro.

Apesar de afirmar que já esperava algum tipo de provocação por parte do torcedor do Flamengo, o jogador garante que os gritos de “Shilton, Shilton, Shilton” não o incomodaram. Pelo contrário. De acordo com o camisa 6 do Minas, as vaias foram encaradas como sinal de respeito por tudo que ele fez com a camisa rubro-negra.

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– Eu já esperava algum tipo de provocação por parte do torcedor rubro-negro. Era o mínimo que a “Nação” podia fazer, pois os erros foram meus e isso faz parte do jogo. Eles deram mais um show, e o Flamengo mereceu a vitória. Mas isso também não deixa de ser um sinal de reconhecimento e respeito, e fico muito feliz por isso – disse o jogador do Minas, que marcou seis pontos, oito erros e ao todo errou os sete lances-livres que cobrou.

Sobre a partida, Shilton foi econômico, mostrou a mesma consciência de sempre e destacou a qualidade ofensiva de sua ex-equipe.

– A diferença foi a qualidade ofensiva do Flamengo. Com exceção do primeiro período eu acho que conseguimos abaixar o nível deles, mas infelizmente não foi o suficiente para vencermos. A variação deles é muito grande e faz toda a diferença. Você até consegue tirar dois ou três jogadores deles da zona de conforto e, consequentemente, da pontuação, mas o resto acaba desequilibrando como aconteceu hoje (terça) – analisou Shilton.

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