As belezas de nosso Estado são fonte de inspiração na vida da artista plástica, Tania Pardo. O resultado de toda essa criatividade foi uma nova técnica artística para confecção de suas obras e uma exposição de encher os olhos e a alma. A Casa do Parque lança na próxima quinta-feira (16.07), às 19h, a exposição “Extremos da Riqueza Mato-grossense: Cerrado, Pantanal e Floresta Amazônica”, de Tania Pardo.

A mostra reúne 20 obras inéditas, cinco obras que participaram de exposições fora do país e mais duas que foram premiadas em outras exibições. Esta é a primeira vez que a artista expõe na Casa do Parque. “Desde a inauguração da casa, tive vontade de mostrar meu trabalho. Agora que consegui, vejo essa oportunidade como um privilégio”, conta.

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“Vi muita poesia no trabalho da Tania, enxerguei nuances dos jardins de Monet em algumas das suas obras… A arte dela se torna ainda mais especial por ser criada com as pontas dos dedos. ‘Extremos’ dialoga de forma perfeita com nosso espaço e será uma exposição memorável”, disse a idealizadora da Casa do Parque, Flavia Salem.

Tania sempre teve a arte em sua essência. Apesar de ser formada em Letras pela Universidade de Marília e ter lecionado durante alguns anos, confeccionava artesanato. “Mas eu sempre tive o desejo de pintar”.

A pintura entrou em sua vida antes mesmo de chegar em Mato Grosso. Natural de Tupã-SP (435 km de São Paulo), a artista tomou gosto pelas artes em Bauru, onde morou alguns anos de sua vida. Foi a visita a algumas exposições e a procura por cursos nesta área que a levaram para aquela que seria sua carreira profissional atual.

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Mas foi a mudança para Mato Grosso que a fez encontrar sua grande inspiração: a flora mato-grossense. Morou em Cuiabá, Sinop e atualmente reside em Rondonópolis. E a mudança de uma cidade para a outra a fez mudar também a técnica utilizada para suas obras.

“Eu sofri muito com a mudança de Sinop para Rondonópolis. E como forma de me reinventar e de expressar esse sentimento, decidi usar as mãos e a ponta dos dedos para pintar. Quanto maior a liberdade de um artista, melhor sua expressão”, completa a artista.

Tal técnica levou Tania a expor suas obras em galerias e mostras de diversas cidades do mundo, como Paris, Roma, Dubai e neste ano em Londres, onde foi premiada com uma medalha de bronze. “O mais importante dessa experiência é o intercâmbio cultural. Tenho a oportunidade de levar as belezas e a cultura de Mato Grosso para pessoas de outros países”, destacou.

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Ainda na opinião da artista, sua exposição tem um forte apelo para a preservação ambiental e cultural de Mato Grosso. “Dos seis biomas brasileiros, somos um estado privilegiado com três deles. Minha arte também é uma maneira de reforçar a necessidade de preservarmos essas riquezas, para que nossos filhos, netos e bisnetos possam desfrutá-las futuramente”, completou Tania Pardo.

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