Em pronunciamento, ocorrido nesta segunda-feira (26.10), o senador José Medeiros, líder do PPS, destacou o drama vivido pela família do estudante brasiliense Artur Paschoalli Vieira, desaparecido há dois anos no Peru. “Uso hoje esta tribuna para dar voz a uma família que chora de desespero e dor, e pede socorro”, destacou.

José Medeiros cobrou a participação do governo brasileiro no trabalho de busca do jovem e pediu informações aos Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores sobre a atuação das autoridades brasileiras no esclarecimento do caso, através de requerimentos de sua autoria, apresentados na Comissão de Relações Exteriores (CRE), e distribuídos para ser relatados pelo senador Douglas Cintra (PTB-PE).

“Queremos celeridade e eficiência nas investigações. Vamos convidar diplomatas e autoridades para falar no Senado Federal sobre o ocorrido, vamos insistir na participação brasileira nos trabalhos de apuração, com fundamento em acordo bilateral firmado entre Brasil e Peru acerca da repressão ao narcotráfico, vamos fazer tudo o que está a nosso alcance”.

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O senador de Mato Grosso lembrou que o jovem de Brasília estava em viagem por países sul americanos. Em Santa Teresa, trabalhava em um restaurante quando ocorreu o desaparecimento. Desde então, segundo José Medeiros, a família Artur Paschoalli não tem mais sossego.

“A mãe de Artur, Susana Paschoali, é servidora pública, e seu pai, Wanderlan Paschoali, foi dono de uma lanchonete, que veio a ser vendida para que a família conseguisse recursos financeiros que viabilizassem uma investigação própria, paralela à oficial. O pai, hoje praticamente mora no Peru, passando longas temporadas naquele país andino em busca de alguma notícia do filho”, destacou.

José Medeiros reconheceu que autoridades do Distrito Federal e até do governo federal se sensibilizaram com o caso, mas frisou que é preciso um empenho maior para desvendar o caso e, com isso, acabar com o sofrimento imposto à família de Arthur Paschoali.

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Tribunal – José Medeiros também destacou, durante sua fala, outros temas. Ele parabenizou o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José Dias Toffoli, pela “postura corajosa e independente” que decidiu retirar a comissão que acompanharia as eleições presidenciais na Venezuela. A decisão do ministro foi motivada pela rejeição do nome do ministro Nelson Jobim para presidir a missão de observadores, cuja incumbência deveria ser garantir um processo eleitoral imparcial e uma disputa equânime entre os candidatos.

Banco da Terra – José Medeiros destacou encontro com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, para tratar da renegociação de dívidas de assentados da reforma agrária no estado de Mato Grosso. “Levamos a demanda sobre o extinto Banco da Terra, cujas carteiras hoje estão nas mãos do Banco do Brasil, e os agricultores com dificuldades para pagar as suas dívidas, que foram feitas em nome de associações e, hoje, mesmo que a pessoa queira pagar não tem como porque as dívidas, boa parte, não estão individualizadas”, destacou.

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Helicóptero – Ao final de sua fala, José Medeiros agradeceu a acolhida que ele e a bancada federal tiveram no Ministério da Justiça e apresentaram as demandas de segurança pública do estado. “Estivemos ali na semana passada, com o governador Pedro Taques, e falamos de vários assuntos, dentre eles a segurança das fronteiras. O ministro confirmou que vai mandar um helicóptero para a região de fronteira, para ajudar no policiamento, no apoio ao policiamento em Mato Grosso”, afirmou.

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