balançaAs operações bariátricas e metabólicas tem sido cada vez mais indicadas para o tratamento da obesidade e de suas doenças associadas, cujo carro-chefe é o diabetes tipo 2. As suas indicações, constantes de resolução do Conselho Federal de Medicina (RESOLUÇÃO CFM Nº 1.942/2010) são baseadas em evidencias científicas frágeis e muito antigas, de 1991. Isso não é exclusivo do Brasil, já que são quase todos os países que seguem a indicação para cirurgia baseada somente no índice de massa corpórea (IMC= peso em quilogramas dividido pelo quadrado da altura em metros) do paciente.

As indicações atuais são: Pacientes com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de 40 kg/m2 e pacientes com IMC maior que 35 kg/m2 que apresentem comorbidades (doenças agravadas pela obesidade e que melhoram quando a mesma é tratada de forma eficaz) que ameacem a vida, tais como diabetes tipo 2, apneia do sono, hipertensão arterial, doenças do colesterol, doença coronariana, osteo-artrites e outras.

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Os pacientes com IMC acima de 35 kg/m2 são chamados de obesos grau 2 (acima de 40, obesidade grau 3) e o tratamento clínico com mudanças de hábitos alimentares e prática de atividades físicas associado a medicações tem chances pequenas de perda de peso e principalmente da manutenção do peso perdido a longo prazo, enquanto que os submetidos à cirurgia bariátrica tem ótima eficácia em termos de perda ponderal e controle das doenças associadas.

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Já aqueles pacientes que tem IMC abaixo de 35, porém não tem doenças associadas devem sem dúvidas tentar o tratamento clínico antes, com chances de conseguir resultados razoáveis.

Já em relação aos portadores de diabetes tipo 2 com IMCs menores que 35, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, em conjunto com as Sociedades Brasileira de Diabetes e Endocrinologia estão buscando formas de submeter ao CFM novas alternativas para indicação operatória baseadas na gravidade do paciente e não somente no IMC. Isso é baseado em diversos estudos nacionais e internacionais que demonstraram maior benefício das cirurgias bariátricas e metabólicas em relação aos tratamentos clínicos.

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Porém, falando de pacientes com sobrepeso (IMCs entre 25,1 e 29,9), o tratamento clínico tem resultados melhores do que naqueles com obesidade grau 2 e 3.

Indicar operações bariátricas sem necessidade impõe um risco desnecessário de complicações, sem as vantagens dos resultados satisfatórios em relação a perda de peso. Operar indivíduos com sobrepeso apenas não trazem boa perda ponderal e se ocorrer, não são duradouras por diversas razões fisiológicas.

A perda de peso é sempre um efeito desejável para qualidade e aumento da qualidade de vida. O tratamento clínico deve sempre ser a primeira opção aliado a mudança de estilo de vida. Porém como comentado acima, os resultados são incomparáveis naqueles com IMC acima de 35, favorecendo a melhora das doenças associadas e boa perda e peso no grupo cirúrgico, quando esse for corretamente indicado.

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