A Polícia Civil do Rio prendeu nesta quinta-feira (23) Carlos Henrique dos Santos, o Gugu. O dono de uma rede de mercados em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, colecionava carros BMWs com o lucro da venda de mercadoria roubada em seus estabelecimentos.

Reprodução / Rede Record
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Segundo as investigações, Carlos Henrique fazia parte de uma quadrilha especializada no roubo de cargas no Rio. Cerca de metade dos caminhões roubados na cidade tem como destino o Complexo da Pedreira, na zona norte da capital fluminense. No local, a quadrilha atua em conjunto com o tráfico de drogas na região. Questionado sobre a coleção de 13 carros de luxo, com valor de ao menos R$ 200 mil cada, Gugu negou que tivessem sido comprados após vender mercadoria roubada. Ele também negou ser dono de mercados.

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— Não foi com mercadoria ilícita, não.

O delegado Marcelo Martins alertou que a quadrilha é perigosa.

— O grau de relacionamento social, eu identifiquei [que é] como integrante de uma organização criminosa tão pesada que utiliza, inclusive, armamentos de guerra.

Martins esclarece que Gugu não tinha envolvimento direto com o tráfico, somente com um atravessador que vendia a ele mercadorias pela metade do preço de mercado. Entre os itens, laticínios e carnes nobres. A compra dos carros é apontada como uma forma de lavagem de dinheiro. O delegado aponta as causas da força da quadrilha.

— Existe porque há comerciantes que sustentam esses ciclos, e essa atividade criminosa. E as pessoas [consumidores] costumam buscar as coisas mais baratas, mas que elas tenham consciência de que por trás de uma mercadoria roubada pode ter ocorrido a morte de um trabalhador.

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