Mais três incêndios de ônibus foram provocados entre esta terça-feira, 14, e a madrugada de quarta, 15, em Belo Horizonte e região metropolitana conforme informações da Polícia Militar. Quinze pessoas, sendo nove adolescentes, foram detidas. Em uma das ocorrências houve troca de tiros com policiais. Em outra, os bandidos deixaram um bilhete com o motorista do ônibus, reclamando de ‘opressão‘ no sistema carcerário de São Joaquim de Bicas, na Grande Belo Horizonte, e afirmando que, caso a situação não melhore, mortes ocorrerão dentro e fora do presídio da cidade.

Com os três ataques, sobe para 15 o número de ônibus queimados na capital e região metropolitana desde o início do ano. Em todo o Estado, o total é de 27.

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Das três ocorrências, duas foram registradas em Contagem e uma em Belo Horizonte. Em todos os casos, os criminosos esperaram o veículo parar em um ponto, fizeram os passageiros descer e usaram combustível para incendiar os ônibus. Em um dos incêndios desta quarta, ocorrido por volta das 20h30, no bairro Jardim Marrocos, em Contagem, a polícia chegou ao local e trocou tiros com um homem que dava cobertura enquanto o veículo era queimado. Houve perseguição. Duas pessoas foram presas e três menores, apreendidos.

O outro ataque ocorreu na madrugada desta quinta, no bairro Castanheira, em Belo Horizonte. Ao chegarem ao local, já com o veículo em chamas, os policiais receberam do motorista, que havia sido obrigado a descer do coletivo juntamente com os passageiros, um bilhete entregue pelos bandidos. O texto afirmava que mortes ocorreriam dentro e fora do presídio de São Sebastião de Bicas se a ‘opressão‘ no estabelecimento não acabasse. Nesse caso, houve dez detenções. Do grupo, seis eram menores. O outro incêndio de coletivos desta quarta ocorreu no bairro Beatriz, também em Contagem, por volta das 16h.

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Em nota, a Polícia Civil afirmou que nas investigações sobre os incêndios ‘vem adotando estratégias visando a otimizar os recursos disponíveis, utilizando as informações coletadas por todas as instituições que compõem a segurança pública, analisando vínculos entre os autores, identificando possíveis organizações criminosas e o tráfico de drogas‘. Ainda conforme a corporação, ‘as apurações seguem linhas para traçar quem financia as ações, intensificando o desmonte de organizações ligadas ao tráfico, através de prisões já realizadas e grandes apreensões de drogas‘.

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