Imagem: Ciro Gomes
Ciro Gomes tem citado o “Pai dos Pobres” (Getúlio Vargas) em seus discursos, mas esquece do período ditatorial e de amizade do ex-presidente com o II Reich e Adolf Hitler

Em mais uma prova de que os candidatos à presidência do país pouco se importam com a coerência dos seus discursos, acordos e conchavos, o presidenciável Ciro Gomes (PDT) resolveu incorporar ao seu discurso uma famosa saudação do ex-presidente Getúlio Vargas.

Durante seu período como ditador do Brasil, Getúlio, iniciava seus discursos com: “Trabalhadores do Brasil”, até aí nada de mais, a não ser pelo fato de Ciro imputar ao seu principal oponente, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), a pecha de nazista.

O que é curioso é que talvez por uma questão seletiva, ou talvez, por falta de conhecimento (pouco provável), a citação de Ciro era feita pelo amigo do nazismo. Getúlio era amigo de Hitler e se não fosse por uma conveniência financeira, que acabou dando origem a Companhia Siderúrgica Nacional, cuja a construção foi bancada pelos Estados Unidos, com o compromisso do Brasil declarar guerra ao eixo (Alemanha, Itália e Japão), muito provavelmente o Brasil teria sido mais um aliado do III Reich.

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Em uma carta a Hitler em 1937, Getúlio, deixa clara toda a sua admiração e simpatia pelo ditador alemão.

“A sua Excelência e Senhor Adolf Hitler, Grande e Bom amigo, recebi a carta pela qual Vossa Excelência houve por bem participar-me que, tendo resolvido chamar o Senhor Doutor Schmidt-Elskop, deu por finda a Missão que ele desempenhava no Brasil, na qualidade de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da Alemanha. Posso assegurar a Vossa Excelência que o Senhor Doutor Arthur Schmidt Elskop, durante a permanência aqui soube, pelas suas distintas qualidades, engrandecer a estima, e simpatia do governo e do Povo brasileiro, processando sempre manter e estreitar, cada vez mais, as relações de boa amizade, felizmente existente entre os dois países”.

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Num país como o Brasil, onde raças, crenças, ideologias e ideais são tão diferentes, e por isso, fizeram do Brasil uma país tão plural, apontar o dedo, jogar pedra na vidraça do vizinho pode ser tão perigoso, como ir para guerra sem fuzil.

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