20 de outubro de 2020
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    SAÚDE

    Distúrbio de tristeza entre jovens preocupa pais e especialistas

    Para o psicólogo, uma relação mais próxima entre pais e filhos pode ajudar a  prevenir problemas como a depressão

    Está cada vez mais comum ver memes como “kkkk cada k é uma lágrima” ou “será que estou vivendo ou apenas existindo?” circulando pela internet. Mensagens assim, que supostamente carregam humor, podem esconder uma face preocupante: um distúrbio denominado “sad”, que, em inglês, significa “triste”. O fenômeno atinge principalmente os jovens e preocupa pais e especialistas em saúde mental.

    Para o psicólogo Anderson Codonho, que atende crianças e adolescentes, o problema é uma questão multifatorial, mas que está ligada ao impacto das novas tecnologias no mundo. “Se em outro momento o brinquedo era a pipa ou a bicicleta, hoje é o celular. A relação com essas tecnologias impacta na subjetividade e na maneira como as pessoas expressam suas emoções”, explica.

    Saiba como identificar 

    Os sintomas do distúbio depressivo vêm acompanhados de ansiedade, falta de qualidade no sono, baixa autoestima e, o mais preocupante, a automutilação. “É muito comum que esses adolescentes se machuquem nas coxas, nos braços e na barriga. No caso dos estudantes, eles costumam usar a lâmina do apontador, por exemplo”, conta o psicólogo.

    A maior dificuldade da família está em como lidar com esse distúrbio. Nesses casos, a busca por uma ajuda especializada é indispensável. “Seja no sentido de atender efetivamente o adolescente ou para orientar a família a oferecer um melhor suporte para o jovem”, diz Codonho.

    Como prevenir 

    Para o psicólogo, uma relação mais próxima entre pais e filhos pode ajudar a  prevenir problemas como a depressão e o “sad”. “As relações parentais são a matriz emocional de uma pessoa”, afirma.

    “Numa situação como essa é importante que os pais ajudem o jovem a dar sentido à sua própria vida e a confrontar as questões do amadurecimento”, diz o psicólogo. Ele também chama a atenção da família para a forma como os filhos acessam a internet e se fazem parte de grupos que incentivam a automutilação.

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