17 de setembro de 2020
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    Hamilton já aparece como maior favorito a vencer a próxima temporada

    Imagem: Hamilton
    Foto: reprodução

    A Fórmula 1 passa por uma era de dominância histórica. Nas últimas 10 temporadas, foram apenas três campeões diferentes. Nesse período, Sebastian Vettel e Lewis Hamilton monopolizaram a década com quatro e cinco conquistas para cada, respectivamente. Em termos de escuderias, apenas duas foram campeãs no período: Red Bull (nas quatro com Vettel) e Mercedes (as cinco de Hamilton e uma de Nico Rosberg).

    Após mais uma temporada brilhante, Hamilton já larga na frente pronto para disputar também o título de maior campeão da F1 e terminar 2020 levando o título de o maior da história e batendo o campeão Michael Schumacher, com 7 títulos na categoria mais importante do automobilismo.

    Quando o assunto é a próxima temporada, Hamilton aparece no topo do favoritismo. As probabilidades na casa de aposta esportiva online Betway mostram que o britânico tem um favoritismo considerável em relação ao segundo colocado na briga — Charles Leclerc, jovem piloto que vem para sua segunda temporada com a Ferrari. Em muitos casos, o atual tetracampeão já tem 70% de probabilidade de igualar Schumacher em número de títulos, sete ao total, já em 2020.

    As odds (cotações) de Hamilton estão na casa dos R$ 1,57 para 1. LeClerc é o segundo com 5,50 para 1, Valtteri Bottas aparece em terceiro com R$ 6 para 1 – com Max Verstappen (R$ 7,50 para 1) e Sebastian Vettel (R$ 7,50) logo atrás.

    Para 2020, Hamilton tem contrato garantido com a Mercedes — será o último ano do vínculo com do britânico com a equipe alemã.

    Toto Wolff, chefe da Mercedes, está confiante na renovação de contrato do piloto com a montadora alemã. “Desde que possamos fornecer o carro vencedor, Lewis não tem motivos para considerar outras equipes – e não temos motivos para procurar em outro lugar. O que dissemos a Lewis é que gostaríamos de terminar a temporada em alta, respirar um momento e depois discutir o que acontece em 2021”, afirma o chefão da equipe.

    Para Hamilton e a Mercedes, o futuro preocupa muito mais em 2021 do que propriamente na próxima temporada — visto que em a dois anos haverá mudanças profundas na categoria.

    As mudanças serão tão grandes em 2021 que Wolff não garante nem mesmo a permanência da Mercedes na categoria. “Tudo indica que vamos seguir no campeonato, mas isso não está garantido”, afirma o austríaco.

    Desde a saída de Bernie Ecclestone, a categoria está inclinada a implementar novidades. Entre as mudanças para 2021, haverá foco dos chefes da categoria em tornar a Fórmula 1 mais equilibrada do que agora, além do objetivo de tornar os carros mais econômicos e sustentáveis.

    As novidades para a temporada daqui a dois anos consistem em rodas maiores, asas simplificadas (para reduzir turbulência gerada ao carro de trás) e o fato de que o assoalho será o responsável por grande parte da pressão aerodinâmica.

    Sem tantas mudanças assim para o ano que vem, é bem provável que a Mercedes siga liderando como a grande equipe em 2020 — o que, automaticamente, justifica todo favoritismo em torno de Hamilton.

    A dominância histórica da Mercedes é algo impressionante. Eles venceram os últimos seis campeonatos de construtores, algo que nem mesmo a Ferrari de Schumacher conseguiu durante os seus tempos áureos no início da década de 2000.

    Dominante desde 2015, nunca antes na categoria da categoria uma mesma construtora venceu seis campeonatos seguidos e a Mercedes tem a faca e o queijo na mão para aumentar esse recorde para sete.

    Hamilton, porém, não espera uma temporada fácil em 2020. Para o britânico, o bom desempenho dos motores Honda em 2019 foi uma ótima notícia para a Red Bull — que trocou da Honda para a fabricante japonesa neste ano. Considerando o histórico ruim da montadora japonesa em passagem anterior com a McLaren nesta década, a surpresa foi pra lá de positiva.

    “A Honda fez grandes progressos e é ótimo ver outro fabricante tão forte quanto é agora. Isso significa que no próximo ano provavelmente teremos uma disputa real entre três ou quatro equipes, e isso é excelente para a Fórmula 1”, afirmou o piloto, conforme reportado pelo site F1Mania.

    A chegada de mais um grande prêmio marcará o recorde de corridas para o ano que vem (22). No caso, haverá a implementação da pista de rua de Hanói, capital do Vietnã, além do circuito da Holanda (com a saída do GP da Alemanha).

    O fato é que a dominância de Hamilton está chegando a níveis históricos e as chances são altas do piloto pelo menos empatar o recorde de títulos na categoria. Com tudo isso em jogo, não fica difícil entender as mudanças drásticas que a Fórmula espera para 2021.

     

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