21 de junho de 2021
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    Polícia indicia suspeito de matar a esposa com cerveja envenenada

    Investigado se inspirou no caso Backer para cometer o crime; vítima tinha 37 anos e morava em Mateus Leme (MG)

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    Gisele morreu após 24 dias internada – Foto:
    REPRODUÇÃO / RECORD TV

    A Polícia Civil indiciou, nesta segunda-feira (10), o homem suspeito de matar a esposa envenenando a cerveja da mulher com o anticongelante dietilenoglicol. O caso aconteceu em abril na cidade de Mateus Leme, na região metropolitana de Belo Horizonte.

    As investigações apontaram que o suspeito, de 42 anos, comprou a substância tóxica no dia 15 de fevereiro pela internet, por cerca de R$ 35, mas aguardou o momento oportuno para colocar o produto na bebida da esposa. A mulher consumiu a cerveja envenenada no dia 11 de abril, quase dois meses depois.

    A perícia feita no corpo da vítima comprovou a presença do dietilenoglicol. Os investigadores também ouviram testemunhas que confirmaram que o relacionamento do casal era conturbado. Este foi um dos fatos que teria motivado o homem a envenenar a esposa.

    O suspeito foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil, uso de veneno, com recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio. Ele está preso desde o dia 19 de abril.

    Cerveja envenenada

    Gisele Lidiana, de 37 anos, foi internada em um hospital de Mateus Leme dois dias após consumir a cerveja oferecida pelo marido. Horas depois, o estado de saúde da mulher se agravou e ela foi levada para um hospital de Contagem. Gisele morreu na última sexta-feira (7), após 24 dias internada.

    O suspeito se entregou à polícia no dia 19 de abril e confessou o crime. Segundo a polícia, ele contou que se inspirou no caso das intoxicações e mortes causadas por bebidas da cervejaria mineira Backer para cometer o crime.

    O produto, usado na processo de resfriamento em fábricas, causa problemas neurológicos e renais nos intoxicados.