03 de agosto de 2021
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    2022 e 2013

    Brasil estará no Conselho de Segurança da ONU

    Será a 11ª vez que país ocupará assento no principal órgão do grupo; outro representante latino-americano será o México

    Imagem: Antonio Guterres presidente da ONU Brasil estará no Conselho de Segurança da ONU
    António Guterres, presidente da ONU
    REUTERS/DENIS BALIBOUSE

    O Brasil foi eleito nesta sexta-feira (11) como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU para o biênio 2022-2023, igualando com o Japão como o país mais vezes eleito para este órgão.

    Essa será a 11ª vez que o Brasil ocupará um assento no principal órgão de decisão das Nações Unidas, onde há anos exige um lugar permanente junto com outras nações.

    A candidatura brasileira foi aceita sem oposição entre os países da América Latina e do Caribe e obteve 181 votos a favor na Assembleia-Geral da ONU, onde estão representados os 193 Estados-membros da entidade.

    O Brasil entrará no Conselho no próximo dia 1º de janeiro para substituir São Vicente e Granadinas, que neste ano completa seu mandato de 2 anos.

    O México, que entrou no último mês de janeiro, continuará sendo o outro representante latino-americano ao longo de 2022.

    Além do Brasil, outros quatro países foram eleitos nesta sexta-feira como membros não permanentes do Conselho para os próximos dois anos: Albânia, Gabão, Gana e Emirados Árabes Unidos.

    Todos eles contaram com o apoio de seus grupos regionais, sem candidaturas alternativas, de modo que as eleições não foram contestadas em nenhum dos casos, o que tem se tornado cada vez mais comum nos últimos anos.

    Gana, com 185 votos a favor, foi o candidato com mais apoio, seguido por Gabão (183), Brasil (181), Emirados Árabes Unidos (179) e Albânia (175).

    O Conselho de Segurança tem 15 membros, cinco deles permanentes e com direito a veto (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido) e dez alternados por turnos de dois anos.

    Além dos cinco eleitos hoje, Índia, Irlanda, Quênia, México e Noruega continuarão como membros não permanentes no próximo ano.