
Mato Grosso possui 81,6 mil pessoas vivendo em favelas e comunidades urbanas, segundo dados do Censo Demográfico 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (20).
A maior concentração está em Cuiabá, que reúne cerca de 72,2 mil moradores nessas áreas. O número representa aproximadamente 88% de toda a população mato-grossense residente em favelas e comunidades urbanas.
Os dados mostram que o fenômeno está fortemente concentrado na capital. Segundo o IBGE, o levantamento pode contribuir para o planejamento de políticas públicas voltadas a áreas como habitação, infraestrutura urbana e regularização fundiária.
Mato Grosso está entre os estados com menor número
Apesar da quantidade registrada no estado, Mato Grosso aparece entre as unidades da federação com menor população vivendo em favelas e comunidades urbanas.
No ranking nacional, o estado ocupa a 23ª posição entre os 27 estados, concentrando aproximadamente 0,5% da população brasileira residente nessas áreas.
Na região Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul aparece ainda abaixo, com 16,4 mil moradores em favelas e comunidades urbanas. Já Roraima apresenta o menor número do país, com 15,8 mil pessoas.
São Paulo lidera ranking nacional
Em números absolutos, São Paulo é o estado com a maior população vivendo em favelas e comunidades urbanas, com aproximadamente 3,5 milhões de moradores.
O Rio de Janeiro aparece na segunda posição, com cerca de 2,1 milhões, enquanto o Pará, estado vizinho de Mato Grosso, ocupa o terceiro lugar, com aproximadamente 1,5 milhão de pessoas nessas condições.
Segundo o IBGE, os dados do Censo 2022 ajudam a dimensionar a distribuição das favelas e comunidades urbanas pelo país e oferecem informações para orientar ações do poder público voltadas à melhoria das condições de vida e à redução das desigualdades urbanas.


