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Produtores de milho estimam uma produção de 8,9 milhões de toneladas do grão para a safra 2010/2011 . De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) o volume é o maior nas últimas quatro safras.

A maior produção registrada neste período foi entre os anos 2008 e 2009, quando foram colhidos 8,5 milhões de toneladas de milho. Além disso, está previsto o plantio em uma área de 2 milhões de hectares e produtividade média de 4.449 quilos por hectare para a safra 2011/2012.  Os números positivos são bem diferentes daqueles apresentados na safra atual. Em razão da estiagem que provocou uma quebra de 1,7 milhão de toneladas, pontuando com uma produção de 6,7 milhões de toneladas.

O levantamento do IMEA ainda não é definitivo porque ainda restam 40% da área para ser colhida. A falta de milho no mercado seria a responsável por definir o cenário atual, que aponta para uma comercialização aquecida a preços vantajosos. O boletim semanal do IMEA detalha os dados: 66,3% da produção já foi vendida. O desempenho é superior se comparado ao mesmo período da safra passada, quando a comercialização havia chegado a 46,8% do volume total de grão

O diretor da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Carlos Henrique Fávaro, explica que a preocupação de que falte milho incentivou os negócios. Para ele, esse cuidado não é necessário porque há milho suficiente no mercado. Segundo Fávaro, entre a safra 2009/2010 e 2010/2011 restaram aproximadamente 4 milhões toneladas de estoque de passagem, sendo 2 milhões nas mãos do produtor e o restante com o governo. Outro ponto é o grão que ainda falta ser retirado do campo.

Embora os números comprovem a disponibilidade de milho, as especulações para a falta do produto incentivaram o aumento do preço da saca, que chega a ser quase 70% maior que o valor registrado no ano passado. Por exemplo, em 2010 os 60 quilos do grão custavam entre R$ 9,5 e R$ 12, enquanto neste ano subiu para R$ 16 a até R$ 19. O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, lembra que nunca havia vendido a saca do milho com preços tão satisfatórios.

De acordo com ele, a perspectiva positiva para a próxima safra, que ainda nem foi plantada, é resultado do desempenho da safra atual, cuja colheita se aproxima do fim. “Com os preços vantajosos o produtor está com mais renda para investir na produção seguinte. Ocorre o aumento de área e o aumento de fertilizantes nas lavouras, incentivando a alta produtividade”, concluiu Prado.

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