Foto: assessoria

O Palácio do Planalto informou, no final da tarde de ontem, que o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Luiz Antônio Pagot (PR), será exonerado assim que retornar das férias que tirou, a partir de ontem, após a presidente Dilma Rousseff determinar seu afastamento. De acordo com informações da Secretaria de Imprensa de Dilma, Pagot deixará em definitivo o cargo assim que retornar ao trabalho. Ontem, após visitar as obras da Usina de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, Dilma Rousseff retornou ao Palácio do Planalto e acertou a exoneração de Pagot com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

Com isto, Mato Grosso vai perder o cargo mais expressivo no governo federal. Pagot havia assumido no governo Lula e permaneceu, desde janeiro, quando iniciou o governo de Dilma. O senador Blairo Maggi, que indicou Pagot, tenta juntamente com senadores do PR tentar manter Pagot no governo.

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A Folha de São Paulo informa que “Dilma tem conversado com pessoas próximas e diz que gostaria de ver o diretor de Infraestrutura Rodoviária do órgão, Hideraldo Caron, no comando do Dnit. Gaúcho, Caron é ligado ao PT.

Pagot foi acusado, em reportagem da revista Veja, de participar de superfaturamento em obras públicas, apontado em reportagem da revista Veja. De acordo com a reportagem, representantes do PR, partido do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, teriam montado um esquema que incluía o recebimento de propina de empreiteiras. O ministro, no entanto, foi mantido no cargo. O presidente da Valec, José Francisco Neves (Juquinha), o chefe de Gabinete do ministro, Mauro Barbosa e o assessor Luiz Tito também foram afastados de seus cargos.

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Luiz Pagot nega, com veemência, todas as acusações e aponta que está sendo injustiçado. Ele se dispôs a ir à Câmara dos Deputados e Senado prestar esclarecimentos e se defender.

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