Ainda que sem o aval de sindicatos que representam os servidores, como é o caso do Sindicato dos Servidores da Saúde e Meio Ambiente do Estado de Mato Grosso (Sisma), o Governo do Estado anunciou, na última terça (17/04), ao Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Mato Grosso (Sindessmat) – uma entidade que representa do setor privado, o nome da nova empresa gestora do MT Saúde. Trata-se da São Francisco Saúde (SFS), que foi escolhida, conforme informou a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Administração (SAD), após decisão “consensual” entre o Governo do Estado, representado pela SAD, Assembleia Legislativa (AL) e “sindicatos”, cujos nomes não foram citados ainda que questionados pela assessoria de imprensa do Sisma à SAD.

De acordo com a nota da SAD a escolha da São Francisco Saúde foi feita após o fechamento do acordo financeiro entre o Governo do Estado e a rede prestadora de serviços ao MT Saúde, no qual a dívida de R$ 39 milhões foi dividida em sete vezes. O primeiro pagamento já foi feito no último dia 10, no valor de R$ 6 milhões, e o segundo pagamento será realizado ainda este mês.

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Como parte do acordo, um membro do sindicato dos servidores deverá acompanhar todo o processo de reestruturação do plano de saúde, sendo fiscal do contrato financeiro e do contrato com a nova empresa. Conforme a nota da SAD, o diretor regional da São Francisco Saúde é ninguém menos do que Augusto Amaral, ex-presidente do próprio MT Saúde e também ex-gestor da pasta da Saúde.

A vice-presidente do Sisma, Aparecida Rodrigues, afirma que toda a diretoria do sindicato é totalmente contra esse modelo de gestão pelo fato de este ser o principal responsável pelo plano estar no “caos” em que se encontra atualmente. Ela, assim como os demais membros da gestão “Fortalecer e Prosperar Juntos”, defende o modelo de autogestão, conforme projeto já apresentado ao governador Silval Barbosa (PMDB) há cerca de seis meses e ainda sem resposta por parte do chefe do Executivo estadual. Segundo ela, este seria o ideal uma vez que os servidores são os mais interessados em que o MT Saúde funcione a contento.

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“Hoje, cerca de 80% dos recursos de sustentação do MT Saúde saem do bolso do servidor enquanto o governo paga os outros 20%. Sendo assim, nada mais justo que a gestão seja dos servidores que são os maiores interessados que funcione”, ressaltou.

A presidente do Sisma, Alzita Ormond reafirma que o sindicato é contra esse modelo e acrescenta que o modelo apresentado a Barbosa é o de uma Caixa de Assistência ao servidor nos mesmos moldes do existente em Mato Grosso do Sul. “Acreditamos que a Cassemt, como sugerimos que fosse chamada a Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso, é uma proposta mais que viável para a assistência em Saúde do trabalhador estadual uma vez que esse sistema que aí está e que o governo quer repetir já demonstrou que não é o ideal para o setor, principalmente, por ser gerido somente pelos servidores de carreira”, destacou.

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