Quase um quarto da produção nacional de grãos é de Mato Grosso. Das 162,5 milhões de toneladas (t) previstas para o Brasil nesta safra 2011/2012, 23,4% é de Mato Grosso. O Estado deverá produzir 38,083 milhões de t neste ciclo, um volume 23,1% superior as 30,949 milhões da safra 2010/2011. A produção matogrossense, de acordo com o 10º Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos 2011/2012 da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), divulgado, mostra que o Estado é quem tem puxado para cima a produção brasileira que hoje apresenta um volume 0,1% menor apenas no ciclo 2010/2011. Novo levantamento traz uma produção de soja 0,47% superior ao que foi divulgado em junho. Para o setor produtivo, clima e investimentos do produtor em tecnologia contribuíram para a safra recorde, após dois ciclos na vice-liderança.

A Conab revela ainda um aumento de 0,76% frente ao levantamento divulgado em junho, quando as projeções eram de 37,795 milhões de t. Apesar de pequeno o percentual, contribuiu para o salto nacional de 161,2 milhões de t em junho para 162,5 milhões em julho. Na safra 2010/2011 o Brasil produziu 162,8 milhões de t em grãos.

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A área destinada aos grãos mato-grossenses na safra 2011/2012 cresceu 13,6%, saltando de 9,638 milhões de hectares para 10,945 milhões em decorrência da recuperação de áreas degradadas e de pastagem, conforme o setor produtivo. Já a produtividade deverá ser 8,3% superior como apontam as projeções, alta de 3.211 quilos por hectare para 3.479 quilos.

“Tivemos um bom clima este ano. Além do mais, os produtores investiram em tecnologia e variedade de sementes. A cada dia os produtores buscam por inovações, o que contribuiu para esta safra recorde e continuará a contribuir”, comenta o diretor de relações institucionais da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rogério Romanini.

SOJA
A menina dos olhos de Mato Grosso, a soja, teve sua produção eleva pela Conab em relação ao levantamento de junho em 0,47%, quando apontava-se 21,681 milhões de t. Este último levantamento apresenta 21,785 milhões de t, volume 6,7% maior que as 20,412 milhões de t do ciclo passado. Já a área alta de 8,6% ante a safra 2010/2011 atingindo 6,949 milhões de hectares. Contudo, traz queda de 1,7% da produtividade, registrando 3.135 quilos por hectare.

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Para o vice-presidente da região norte da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Naildo Lopes, a revisão devese à colheita já totalizada e o que foi entregue aos armazéns, visto que a Conab possui tal controle. Questionado sobre uma possível redução de área da soja devido alto custo de produção em decorrência dos insumos estarem caros por conta do dólar, Lopes descarta a questão.

“Mesmo em alta os insumos os atuais preços da soja estão viáveis. Além disso, mais de 80% dos insumos já foram adquiridos, inclusive antes do dólar aumentar e na modalidade de troca. Temos produtores que já adquiriram os insumos até para a safra 2013/2014 da soja. A área deve aumentar sim no Estado devido à utilização de área de pastagem e no Brasil como um todo devido às atuais cotações”, diz Lopes. No mercado interno em Mato Grosso a saca de 60 quilos é comercializada acima de R$ 60. No mercado externo o bushel estava cotado ontem a US$ 15,63 para agosto e US$ 14,59 março de 2013 segundo dados do CME/CBOT. “Esta é a hora de negociar. No mercado interno já consegui vender soja futura a R$ 50, valor que não lembro ter visto antes”, frisa Lopes que é produtor em Nova Mutum.

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Segundo o diretor da Famato, hoje há menos de 2% da safra 2011/2012 de soja de Mato Grosso em estoque.

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