milho safrinha“O milho safrinha não está sendo adubado como realmente deveria. E isso pode ser prejudicial para a produção de outras culturas como de soja e de algodão”, alerta Claudinei Kappes, pesquisador da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT.

De acordo com o especialista, o manejo da adubação nitrogenada precisa ser otimizado nas práticas da cultura do milho em Mato Grosso. Resultados de acompanhamento da safra de milho mostram que a aplicação de doses de nitrogênio está abaixo do necessário.

“Além da adubação, outro aspecto que deve ser otimizado é a própria semeadura. É comum ver lavouras com má distribuição de plantas, oriundas, em muitos casos, da alta velocidade da semeadura”, aponta Kappes.

Leia também:  Empresária acusada de mandar matar irmãos em Rondonópolis tem júri popular anulado pelo STJ

E é com objetivo de mostrar aos agricultores as consequências da má adubação, bem como, que o cultivo sucessivo de soja/milho é um sistema de produção exaustivo e insustentável em termos de fertilidade do solo, que Kappes está percorrendo os polos produtivos de Mato Grosso através dos Dias de Campo 2013 Fundação MT.

“Pretendemos mostrar aos agricultores o quanto isso é prejudicial ao sistema de produção e ressaltar a importância da adubação no milho “safrinha” visando altas produtividades. Até então, o milho “safrinha” não vem sendo adubado como realmente deveria”.

Na sua apresentação, Kappes aborda sobre época de aplicação dos fertilizantes, extração e exportação de nutrientes, manejo do nitrogênio e inoculação das sementes de milho com Azospirillum e mostra resultados de pesquisas realizados pelo Programa de Monitoramento e Adubação (PMA) da Fundação MT.

Leia também:  Alunos estão sem aula por falta de transporte no interior de MT
Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.