Thor Batista tem nesta quinta-feira (25) um encontro marcado com a juíza Daniela Barbosa Assumpção para responder ao processo de homicídio culposo — quando não há intenção de matar — pela morte de um ciclista, atropelado por ele na Rodovia Washington Luís, em março de 2012. O interrogatório deve começar às 13h na 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias. Em março de 2013, no entanto, ele faltou ao interrogatório. Na ocasião, os advogados de defesa afirmaram que o jovem necessitava de repouso e que o acidente de carro exigia um novo laudo.

No primeiro documento sobre o acidente, a perícia calculou que o veículo dirigido pelo filho do empresário Eike Batista estava a 135km/h. No dia 27 de fevereiro deste ano, a Justiça do Rio aceitou o pedido da defesa e afastou o perito criminal responsável pelo laudo que atestava que Thor dirigia em alta velocidade. Também foi revogada a medida cautelar que suspendia a carteira de habilitação do filho do empresário.

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De acordo com a segunda perícia, divulgada no dia 9, a velocidade não teria ultrapassado os 115km/h. Na via, a velocidade máxima permitida é de 110km/h.

 

Thor e Luma de Oliveira deixam o Tribual de Caxias (Foto: Isabela Marinho / G1)
Thor e Luma de Oliveira deixam o Tribual de Caxias (Foto: Isabela Marinho / G1)

 

‘VIOLAÇÃO DE IMPARCIALIDADE’
O primeiro documento foi apresentado em uma audiência, em 13 dezembro do ano passado, pelo perito Hélio Martins Júnior, do Instituto Criminalista Carlos Éboli (ICCE). Segundo a defesa do estudante, a prova é inválida porque já deveria constar no processo desde o início. Segundo o Tribunal de Justiça, os desembargadores decidiram por dois votos a um sobre a suspensão do laudo. De acordo com a decisão, o perito “não deverá mais manifestar-se nos autos”.

Na decisão, a juíza frisou que o perito teve, por mais de uma vez, contato direto com o Ministério Público. Isso já seria capaz de “suscitar dúvidas sobre a sua atuação como auxiliar da Justiça neste processo”. Daniela Barbosa ainda argumenta que essa relação, entre o perito e a promotoria, “constitui ofensa aos princípios da igualdade processual, do contraditório e da ampla defesa e, bem certo, ao devido processo legal constitucional”.

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ENTENDA O CASO
Na noite do dia 17 de março de 2012, Thor Batista atropelou e matou um ciclista que cruzava a Rodovia Washington Luís (BR-040), na altura de Xerém, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O ajudante de caminhão Wanderson Pereira dos Santos, 30 anos, passava de bicicleta pela pista sentido Rio, na descida da serra, e foi atingido pelo carro do filho do bilionário, uma Mercedes-Benz SLR McLaren prata, placa EIK-0063, ano 2006.

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