O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou quatro homens que participaram da agressão a três adolescentes no Aterro do Flamengo, na zona sul, em 31 de janeiro deste ano. Na ocasião, um dos jovens chegou a ser acorrentado a um poste na Avenida Oswaldo Cruz.

João Victor Andrade de Moraes, Raphael Silva Fernandes dos Santos, Yuri Nogueira Maimone e Leonardo Bollinger Scherer tiveram a prisão preventiva requerida pela 5ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal. O documento foi encaminhado na quarta-feira (10) à 36ª Vara Criminal.

De acordo com a promotora Janaína Melo, a ordem de prisão foi requerida para evitar que o grupo não pratique novos crimes. “A medida é uma forma de garantir a ordem pública e evitar o cometimento de novos delitos, uma vez que os indivíduos se associaram com o intuito de perseguir aquelas pessoas”.

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A promotora acrescentou que, segundo as investigações, o grupo utilizava as redes sociais para marcar novas “rondas” pelos bairros. Segundo a denúncia, os quatro homens fizeram parte do grupo de aproximadamente 20 pessoas que cercaram os três menores, perto do monumento a Estácio de Sá.

O grupo chegou em cerca de 15 motocicletas portando capacetes, tacos e correntes, usados para a agredir os menores. Um dos acusados também portava uma arma de fogo.

João Victor golpeou um dos menores no rosto com um capacete, enquanto Raphael golpeou a vítima com uma corrente. O adolescente, de 15 anos, desmaiou e foi levado ao local onde foi preso ao poste, completamente despido, com um instrumento conhecido como “tranca volante”, conforme mostra o documento.

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A promotora classifica a situação como “absolutamente vexatória, humilhante, visto que o menor ficou com sua nudez completamente escancarada, tendo a sua intimidade devassada de forma violenta e absurda”.

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