livro campanha da fraternidade“Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças”, disse Papa Francisco em sua Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual.

A frase do pontífice traz a essência do sentimento de coragem que impulsiona a Campanha da Fraternidade 2015, lançada oficialmente hoje (18) pela Igreja Católica no Brasil. Como o tema: “Igreja, sociedade e Fraternidade” e o lema: “Eu vim para servir”, os cristãos católicos vivem a missão de transformar a realidade onde vivem, caminhando ao encontro dos mais necessitados.

A proposta da CF de servir ao próximo começa em casa, no convívio familiar, no cuidado dos pais com os filhos para que tenham mais qualidade de vida; e no empenho dos filhos em ajudar nas tarefas domésticas para poupar o esforço dos pais. Em seguida, essa preocupação com o outro irradia por toda a comunidade e alcança pobres, doentes, aqueles que sofrem, por meio de um ato não só de caridade, mas de compromisso social.

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“A CF 2015 quer ir além… Quer que sejamos, a partir da ótica cristã, agentes e protagonistas de uma nova sociedade onde a vida tenha mais valor do que o lucro”, afirma Dirceu Coelho, coordenador do grupo de campanhas da Diocese de Rondonópolis.

A Campanha da Fraternidade é desenvolvida pelas paróquias durante o ano todo, mas tem o momento forte vivenciado na quaresma, tempo de reflexão, oração e, principalmente, conversão: mudança de vida para os católicos.

 “Por meio da escuta da Palavra de Deus somos convidados a viver o evangelho, refletindo a cada ano um tema específico, a fim de suscitar nas pessoas uma consciência da Vida Nova na prática da fraternidade, do direito e da cidadania”, explica Dirceu Coelho.

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A temática da CF 2015 vem de encontro ao momento em que o país vive. Os cristãos são convidados a se envolverem em questões comuns a toda sociedade como o uso consciente da água; para que as gerações atual e futura não sofram com a escassez desse recurso, a renovação da política para a melhoria dos serviços públicos, entre outros compromissos para uma vida em fraternidade.

Essa postura de estar sempre a serviço do irmão, como propõe a CF, já é uma responsabilidade de muitos católicos que doam parte do seu tempo em trabalhos voluntários em pastorais, movimentos e outros organismos da igreja.

Recentemente, católicos da Diocese de Rondonópolis decidiram encarar um novo desafio: o projeto Santas Missões Populares. Depois de capacitação, cristãos católicos saem pelos bairros visitando casa por casa… E quando são acolhidos identificam as principais necessidades das famílias e, quando possível, fazem os encaminhamentos; levam ainda palavras de conforto e, claro, a mensagem do Evangelho.

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“… porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me. Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? Ou com sede, e te demos de beber? Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? Ou nu, e te vestimos? Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te? E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes.” Matheus, 25: 35-45.

 

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