A velocidade excessiva, ingestão de bebida alcóolica e a falta de habilitação estão entre as principais causas relacionadas aos acidentes de trânsito em Mato Grosso, conforme a Gerência de Perícias em Crimes de Trânsito da Politec.

No ano passado, a Politec realizou 546 perícias de trânsito na Região Metropolitana, sendo 268 com vítimas fatais. Em 2015, 1.096 pessoas morreram no trânsito em Mato Grosso e 98 somente em Cuiabá.

De acordo com o Gerente de Perícias em Crimes de Trânsito, André Grybowski Albano Silva, o estudo “Correlates of War”, o número de vitimas fatais no Estado poderiam ser comparados aos números de uma Guerra Civil.

A perícia criminal atua na determinação das causas dos acidentes, e no embasamento da prova técnica ao inquérito policial e ao processo judicial. São realizados cálculos e levantamentos no local do acidente, para a localização de possíveis vestígios para a compreensão da dinâmica dos fatos.

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Dados de laudos periciais de acidentes contribuem para estudo de segurança no trânsito, no “Projeto Vida no Trânsito”. Uma das finalidades do projeto é de se promover medidas e políticas que visam à redução dos acidentes graves e fatais.

“Um dos principais fatores relacionados é a velocidade excessiva. E uma das medidas já implementadas e que vem trazendo uma redução no número de acidentes é a utilização de radares. Além deste fator, a conversão em local proibido, invasão de faixa, desrespeito á sinalização, são casos comuns no atendimento às ocorrências de acidentes graves’’, observou o gerente.

Em nível mundial, os acidentes de trânsitos são comparados a epidemias. A campanha Maio Amarelo chama a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo.

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O objetivo é conscientizar cada cidadão a adotar comportamento mais seguro e responsável, tendo como premissa a preservação da sua própria vida e a dos demais cidadãos. A Politec é um dos órgãos apoiadores oficiais da iniciativa.

Dados

Conforme o último levantamento Projeto Vida no Trânsito, em 2015, 48% das vítimas de trânsito na região metropolitana morreu na hora, sendo 86,% do sexo masculino e 44,9% com idade entre 18 e 35 anos. Entre as vítimas, 57,1% são motociclistas; mais de 50% dos acidentes ocorreu no fim de semana, 65,2% contando com a sexta-feira.

As perícias apontam que 53,1% dos acidentes está relacionado à velocidade excessiva, 43,9% ao álcool, 24,5% a condutores sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

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O projeto “Vida no Trânsito” do Ministério da Saúde busca fomentar o diálogo permanente entre os órgãos municipais e estaduais de trânsito, propondo ações nas áreas de saúde, prevenção e redução dos acidentes.

Fazem parte do projeto os seguintes órgãos: Secretaria Municipal e Estadual de Saúde – Coordenadoria de Vigilância a Doenças, Agravos e Eventos Vitais, Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, Secretaria de Estado de Segurança Pública – Batalhão de Polícia Militar de Trânsito, Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito; Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec); Departamento de Trânsito de Mato Grosso e Universidade Federal de Mato Grosso.

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