19 de setembro de 2020
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    “Pai” que estuprou e matou filho de dois meses disse que perdeu a cabeça

    O suspeito não admitiu que estuprou, mas admitiu que bateu no filho. "Ele disse que perdeu a cabeça com o bebê, mas não disse o porquê e nem confessou o estupro", disse o delegado

    Imagem: Pai que matou filho "Pai" que estuprou e matou filho de dois meses disse que perdeu a cabeça
    Reprodução

    Preso pela morte do filho, um bebê de quase 2 meses, o homem de 21 anos lavou o colchão e o lençol da cama após o crime. A informação foi confirmada ao G1 pelo delegado Eduardo Mero, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na tarde desta terça-feira (1). A suspeita é de que a criança tenha sido agredida e violentada sexualmente pelo pai.

    Além do assassinato do filho, o homem preso também vai responder pelo estupro da mãe do bebê, porque ela tem apenas 13 anos. Pela lei brasileira, manter relações sexuais com menores de 14 anos é crime.

    A informação sobre o lençol e o colchão foi passada para a polícia por vizinhos da família logo após o crime. Os policiais que foram ao local entraram na casa e constataram que eles ainda estavam úmidos.

    Os vizinhos relataram ainda que, no momento do crime, o volume da TV estava muito alto, como uma tentativa de abafar o choro do bebê.

    Em depoimento, o suspeito não admitiu que estuprou, mas admitiu que bateu no filho. “Ele disse que perdeu a cabeça com o bebê, mas não disse o porquê e nem confessou o estupro”, disse o delegado.

    Eduardo Mero disse que, depois de registrada a prisão em flagrante, foram tomadas as providências para intimar pessoas da região e familiares das vítimas, solicitar do Instituto Médico Legal (IML) o laudo cadavérico, que vai confirmar se a causa da morte foi traumatismo craniano, solicitar laudo do Instituto de Criminalística (IC) sobre o local do crime e coleta de material biológico do pai para confrontar com o que for encontrado no ânus da criança, já que o bebê tinha ferimentos compatíveis com lesões de estupro.

    A adolescente mãe do bebê informou à polícia que tinha saído de casa para marcar uma consulta médica e só chegou depois das agressões.

    “Ela contou que apanhava e era ameaçada pelo companheiro”, disse Eduardo Mero.

    A Delegacia de Homicídios ficou responsável pelos crimes de estupro de vulnerável e homicídio qualificado contra o bebê. Já o crime de estupro de vulnerável da mãe vai ser investigado pela Delegacia de Crimes Contra a Criança e o Adolescente, onde ela prestou depoimento nesta tarde.

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