28 de julho de 2021
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    Desemprego no país atinge 14,4 milhões de pessoas, o maior desde 2012

    A pesquisa feita pelo IBGE mostra que o contingente de pessoas ocupadas (trabalhando), soma 85,9 milhões e ficou estável em relação ao trimestre móvel anterior

    Imagem: Brasil tem índice elevado de desemprego Foto: Arquivo
    Pesquisa também apontou queda na renda média média e um aumento de pessoas desistindo de procurar emprego – Foto : Arquivo

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje dados atualizados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) sobre o emprego no país. Os dados apontam uma taxa média de desemprego de 14,4% no trimestre móvel de dezembro a fevereiro. Isso significa que 14,4 milhões de pessoas estão na fila por um trabalho no país, o maior contingente desde 2012, quando começou a série histórica.

    Em relação ao trimestre anterior (setembro a novembro de 2020) o resultado representa uma alta de 2,9%, ou de mais 400 mil pessoas desocupadas.

    O contingente de pessoas ocupadas (trabalhando), somando 85,9 milhões, ficou estável em relação ao trimestre móvel anterior e caiu 8,3%, (menos 7,8 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020. Com isso, o nível de ocupação no país, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, também apresentou estabilidade, ficando em 48,6%.

    Apenas a categoria de trabalhadores por conta própria, que totaliza 23,7 milhões de pessoas, apresentou crescimento (3,1%) na comparação com o trimestre anterior (setembro a novembro de 2020), significando a adição de 716 mil pessoas neste contingente. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o indicador apresentou uma redução de 824 mil postos.

    As demais categorias apresentaram estabilidade em relação ao trimestre anterior. Os trabalhadores do setor privado com carteira de trabalho assinada foram estimados em 29,7 milhões de pessoas. Os empregadores e trabalhadores do setor privado sem carteira assinada somam 9,8 milhões de pessoas. E os empregadores são 3,9 milhões de pessoas.

    Na comparação com o mesmo trimestre de 2020, porém, houve queda 11,7%, ou menos 3,9 milhões postos de trabalho para empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada; de 1,8 milhão de pessoas entre empregadores e trabalhadores do setor privado sem carteira assinada e de menos 552 mil empregadores.

    DESALENTO E INFORMAIS
    A população desalentada, grupo de pessoas que não buscaram trabalho, mas que gostariam de conseguir uma vaga e estavam disponíveis para trabalhar, foi estimada em 6 milhões, é recorde na série histórica da pesquisa, em 2012, ficando estável frente ao trimestre móvel anterior e crescendo 26,8% ante o mesmo período de 2020.

    A taxa de informalidade no período ficou em 39,6% da população ocupada, ou 34 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a taxa havia sido 39,1% e no mesmo trimestre de 2020, 40,6%.

    A massa de rendimento real habitual ficou estável na comparação com o trimestre anterior, sendo estimada em R$ 211,2 bilhões de reais. Já na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a queda de 7,4% representa uma redução de R$ 16,8 bilhões na massa de rendimentos.