
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, na manhã deste sábado (5), um mandado de prisão preventiva contra o motorista de uma BMW, de 22 anos, envolvido no atropelamento de dois motociclistas na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá – MT. O segundo acidente resultou na morte de Paulo Messias Simão da Costa, na madrugada do último domingo (30).
A prisão foi determinada pela Justiça após investigação da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), que apontou que o motorista teria condições de evitar as colisões, mas teria seguido em direção às vítimas. Por esse motivo, o caso foi tratado pela investigação como homicídio doloso.
Segundo a Polícia Civil, antes dos acidentes, o motorista havia ingerido bebida alcoólica em uma casa noturna na região do bairro Centro-Norte. Ainda conforme as investigações, ele teria discutido com seguranças do estabelecimento e com a pessoa que o acompanhava antes de deixar o local dirigindo a BMW em alta velocidade.
Na Avenida Isaac Póvoas, o veículo teria atingido velocidade superior a três vezes o limite permitido para a via. Durante o trajeto, o motorista também teria desrespeitado semáforos em diferentes cruzamentos.
O primeiro acidente ocorreu no cruzamento com a Avenida Presidente Marques. O motorista avançou o sinal e bateu na traseira de uma motocicleta. O condutor caiu no chão e ficou ferido. Segundo a Polícia Civil, o motorista fugiu sem prestar socorro.
Cerca de 700 metros depois, ocorreu a segunda colisão. Novamente, o motorista teria avançado a sinalização e atingido outra motocicleta. O condutor, Paulo Messias Simão da Costa, morreu no local.
A investigação apontou ainda que havia duas faixas livres na avenida e que o motorista poderia ter realizado manobras para evitar as colisões. Para a Polícia Civil, a ausência de qualquer tentativa de desvio nos dois momentos reforça a suspeita de que ele teria escolhido atingir as motocicletas.
Após os acidentes, o motorista deixou os locais sem verificar a situação das vítimas ou prestar socorro.
Na sexta-feira (4), ele se apresentou na Deletran para prestar esclarecimentos, mas optou por permanecer em silêncio e não forneceu informações sobre o caso.
A companheira dele, que havia sido intimada para prestar depoimento como testemunha, não compareceu à delegacia. Segundo a investigação, a ausência pode estar relacionada à possibilidade de ela estar sofrendo pressão para não depor contra o motorista.
Diante das informações reunidas durante a investigação, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do motorista. O pedido foi aceito pela Justiça e cumprido na manhã deste sábado.
Após os procedimentos na delegacia, o motorista será encaminhado para audiência de custódia e permanecerá à disposição da Justiça.


