O tenente-coronel Silva Sá, comandante adjunto do 4º Comando Regional da Polícia Militar, gravou um vídeo para alertar sobre ameaças e possíveis retaliações contra pessoas que manifestam apoio às ações policiais nas redes sociais. O pronunciamento foi feito após a repercussão do confronto da Força Tática que terminou com a morte de dois suspeitos, na noite de segunda-feira (2), no Jardim Maracanã, em Rondonópolis (MT).
A ocorrência ganhou repercussão nesta terça-feira (3), após a divulgação de informações sobre o caso. Nas redes sociais, publicações receberam comentários questionando a versão das autoridades e alegando que teria ocorrido uma execução policial e não um confronto como descrito no boletim de ocorrência. Além disso, alguns usuários relataram ter sofrido ameaças de possíveis “faccionados” após manifestarem comentários de apoio à atuação da Polícia Militar no caso.
No vídeo, Silva Sá afirma que a corporação recebeu informações de que pessoas que se identificam como integrantes de facções criminosas estariam intimidando usuários que apoiam ações de segurança pública contra grupos criminosos.
“Em seus comentários, temos percebido que alguns agentes faccionados, ou pseudo-faccionados, têm realizado ameaças, realizado algum tipo de retaliação contra as pessoas que fazem alguns comentários em favor da Polícia Militar e das ações da segurança pública”, declarou.
O comandante destacou que as intimidações representam uma ameaça à liberdade de expressão e pediu que as pessoas que sofrerem perseguições ou ameaças procurem as forças de segurança.
Canais para denúncias
O comandante orientou que as vítimas registrem as ocorrências por meio dos canais oficiais. Entre as opções citadas estão o 190, da Polícia Militar; o 197, da Polícia Judiciária Civil; e o 181, canal de denúncias.
“Eu peço que todas ameaças, perseguições ou ações parecidas com essas, que você venha a sofrer em detrimento da sua liberdade de expressão, por favor, entre em contato conosco que daremos os devidos fins legais”, afirmou.
O comandante também garantiu sigilo às pessoas que procurarem a polícia e reforçou que as denúncias serão encaminhadas para as providências legais.


