Mendonça FilhoA liderança do DEM pediu ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, que a ex-gerente executiva da Diretoria de Refino e Abastecimento da Petrobras Venina Velosa da Fonseca tenha proteção da Polícia Federal. O ofício foi encaminhado à Secretaria Geral da Mesa Diretora da Casa.

Segundo matéria do jornal Valor Econômico, Venina da Fonseca denunciou à presidente da estatal, Graça Foster, e a outros diretores da empresa que havia ilegalidades em contratos.

Ela advertiu a presidente da petrolífera, de acordo com o texto, sobre a multiplicação de aditivos na refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. Apesar dos avisos, segundo o jornal, a direção da empresa não agiu para conter os desvios.

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A ex-gerente ficou subordinada, de 2005 a 2009, a Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. Após as denúncias, ela chegou a ser transferida para Cingapura, na Ásia, e acabou afastada da estatal em 19 de novembro.

Em nota, a Petrobras afirmou ter apurado todas as informações dadas por Venina e encaminhado os resultados para órgãos de controle.

Demissão da diretoria
“Os integrantes da diretoria não tem a menor condição de permanecer, a começar da presidente Graça Foster. Graça Foster se omitiu, o que é inadmissível”, afirmou o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE).

Para o líder da Minoria no Congresso, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), as novas revelações são a prova cabal do envolvimento de Graça Foster. “É inconcebível que Graça Foster e as outras diretorias permaneçam na Petrobras para ocultar esse esqueleto, e a Justiça não tenha decretado a prisão dos envolvidos”.

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Na terça-feira (9), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sugeriu a demissão da diretoria da Petrobras durante celebração do Dia Internacional contra a Corrupção. Janot classificou a gestão da estatal como um “cenário desastroso”.

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