
O Relatório Global 2026 do UNAIDS aponta que, apesar dos avanços no combate ao HIV nas últimas décadas, a América Latina registrou aumento de novas infecções entre 2010 e 2025, na contramão da tendência de queda observada em outras regiões do mundo.
Especialistas destacam que a ampliação do acesso à informação e às estratégias de prevenção, como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), é fundamental para reduzir o risco de transmissão. Ambos os tratamentos são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo a farmacêutica Iangla Damasceno, a desinformação, o estigma, a baixa percepção de risco e a redução do uso de preservativos estão entre os fatores que contribuem para o crescimento dos casos.
No Brasil, foram registrados 39.216 novos casos de HIV em 2024, ante 38.222 em 2023. A recomendação é que pessoas sexualmente ativas, especialmente as mais vulneráveis, realizem testes periódicos, já que o diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento rapidamente e reduz a transmissão do vírus.
A PrEP e a PEP estão disponíveis em Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em unidades de saúde habilitadas, mediante avaliação clínica e laboratorial.


